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Fotógrafo jundiaiense que viajou ao Afeganistão diz que moradores já se preparavam para volta do Talibã

 A viagem do fotógrafo e estudante Luca Bassani por cidades do Afeganistão precisou ser interrompida antes do previsto. Cerca de um mês antes da queda do governo afegão e da tomada do poder pelo grupo extremista islâmico Talibã, ele já percebia o temor dos cidadãos com o que estava por vir.

“Algumas cenas que mais me chamaram atenção foi ver que lojas que vendiam burcas começaram a reabrir em vários pontos da cidade. Muitos homens também já estavam deixando a barba crescer, esperando a tragédia acontecer. Era uma tragédia anunciada”, conta o morador de Jundiaí.

Além do clima de medo, Luca contou que algumas cidades que estavam no roteiro da viagem já haviam sido ocupadas pelo Talibã e, por isso, ele precisou retornar antes ao Brasil antes do previsto.

No entanto, nos dias em que esteve no país, presenciou cenas de pessoas andando pelas ruas com armas.

Luca durante sua visita a Cabul, capital do Afeganistão, cerca de um mês antes da queda do governo afegão — Foto: Luca Bassani/Arquivo Pessoal

“Uma viagem para o Afeganistão nunca é convencional. Vi várias pessoas andando armadas. Essa foi a primeira grande contradição com a vida em Jundiaí, que é muito pacata. Mas, ao mesmo tempo, você acaba se acostumando”, relata.

Durante sua passagem pelo país, o fotógrafo conta que foi possível sentir um choque cultural muito grande.

“Alguns direitos que temos e nem damos muita bola, como expressar opinião, para eles é uma exceção e está longe de acontecer. Acho importante frisar essa diferença do quão privilegiado nós somos por viver em um país democrático”, diz.

Cidade de Cabul, capital do Afeganistão — Foto: Luca Bassani/Arquivo Pessoal

(Fonte: G1/Imagem: Luca Bassani-Arquivo Pessoal)

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