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Ensino Médio: alunos terão uma aula a mais por dia no próximo ano em SP



A partir de 2022, estudantes do Ensino Médio terão mais um tempo de aula por dia, totalizando 8 horas diárias. Recursos serão repassados as 3,6 mil escolas estaduais do Ensino Médio, via Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE-SP).

O vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB) anunciou nesta terça-feira (20) investimentos de R$ 303,5 milhões para o Ensino Médio do estado de São Paulo, a contratação de até 10 mil professores para esta etapa de ensino e mais aulas para os alunos.

No período diurno, os alunos passarão a ter oito aulas diárias em vez de sete. A mudança acontecerá para os alunos do segundo ano e a partir de 2022 e o terceiro ano, em 2023. Para as turmas da primeira e segunda séries do noturno, serão oito aulas a mais por semana conforme organização da escola.

As aulas presenciais não serão obrigatórias em agosto. Em setembro, cada escola pode reavalir.

Os recursos serão repassados as 3,6 mil escolas estaduais do Ensino Médio, via Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE-SP). Pelo programa, cada escola recebe a verba e pode direcioná-la de acordo com a necessidade local.

"Os recursos do PDDE-SP serão destinados para que todas as escolas estaduais do Ensino Médio possam ampliar e melhorar a infraestrutura oferecida para atender às propostas de aprendizagem. O montante será dividido em quatro categorias: Novo Ensino Médio, Laboratório de Ciências, Laboratório Maker e Mini-Estúdios", afirmou.

O valor mínimo para escolas pequenas é de R$ 10 mil, mas ele pode chegar a R$ 200 mil para escolas maiores. Cada escola pode dizer no Plano de Aplicação Financeira (PAF) em que pretende aplicar a verba.

Com o aumento no número de aulas, haverá mais 121 mil aulas atribuídas e potencial crescimento de 12% no total de professores com aulas atribuídas.


Novo Ensino Médio


No ano letivo de 2021, a implementação do novo currículo do Ensino Médio teve início para os mais de 460 mil alunos matriculados na 1ª série, de acordo com o secretário de Educação, Rossieli Soares.

Com a proposta de um currículo mais flexível, o modelo promove o protagonismo estudantil, através da oferta de conhecimentos específicos, conforme interesse individual. Além de contribuir diretamente para o desenvolvimento do Projeto de Vida, oferece a possibilidade de aprofundamento em uma ou duas áreas.

O Novo Ensino Médio atende 422 mil estudantes da 1ª série da rede pública estadual, por meio dos três componentes ofertados pelo programa Inova Educação – Projeto de Vida, Eletivas e Tecnologia e Inovação.

Garcia e Rossieli também anunciaram a criação do programa de Atividades Complementares de Arte. Será possível criar, por exemplo, grupos de teatro nas escolas.


Investimento


Desta verba, R$ 150 milhões poderão ser usados para equipar as escolas em diferentes áreas do conhecimento. Outros R$ 100 milhões serão destinados Laboratório de Ciências e os demais R$ 50 milhões serão aplicados na aquisição de materiais e componentes eletrônicos para o trabalho de Programação e Robótica, bem como de ferramentas e insumos, como alicates, chave de fenda e equipamentos de proteção individual (EPIs) para que os estudantes possam utilizar esses materiais enquanto constroem os seus protótipos.

Para mini-estúdios serão destinados R$ 3,5 milhões. Essas unidades vão funcionar como um HUB para toda a diretoria. O estúdio será equipado para que sejam feitas transmissões e reuniões, por exemplo.

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