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Canadá registra temperatura de quase 50 graus. 233 pessoas morrem de calor



Ao menos 233 pessoas morreram desde o dia 25 devido as altas temperaturas do Canadá. Destas, 134 moravam em Vancouver ou cidades vizinhas.

Pelo terceiro dia consecutivo, nesta terça-feira (29), a cidade de Lytton, que fica a cerca de 260 quilômetros de Vancouver, bateu o recorde histórico de temperatura no país ao chegar aos 49,5°C. Nos dois dias anteriores, a cidade registrou 46,5°C e 47,5°C, respectivamente. Até 2021, a maior temperatura registrada no Canadá havia sido computada em 1937 na cidade de Saskatchewan, na região central do território.

A marca canadense é quase 5°C acima do recorde histórico de calor no Brasil, que é 44,7°C (marca atingida em novembro de 2005 em Bom Jesus do Piauí, segundo o Inmet).

A cidade registra há vários dias temperaturas acima de 30ºC, muito acima da média de 21ºC nesta época do ano.

Na estação de esqui de Whistler, ao norte de Vancouver, o termômetro atingiu 42ºC.

"Vancouver nunca havia registrado um calor semelhante e, infelizmente, dezenas de pessoas morreram", afirmou o porta-voz da polícia da cidade, Steve Addison.

"Nunca foi tão forte, nunca via nada assim. Espero que não volte a acontecer porque é demais", afirmou Rosa, moradora da cidade, à agência de notícias France Presse.

"Estou preocupado com as pessoas mais velhas que moram no leste de Vancouver, que não têm um lugar arejado para viver e dormir", disse Graham Griedger.

Aparelhos de ar-condicionado e ventiladores estão em falta na região. As cidades abriram centros de resfriamento, cancelaram as campanhas de vacinação contra a Covid-19 e algumas escolas suspenderam as aulas.

A onda de calor também afetou cidades americanas ao sul de Vancouver no início desta semana, como Portland (Oregon) e Seattle (Washington), também conhecidas por seu clima ameno e úmido, onde a temperatura atingiu o máximo histórico desde o início dos registros, em 1940.

Na tarde de segunda-feira o termômetro atingiu 46,1 graus Celsius no aeroporto de Portland e 41,6 no aeroporto de Seattle, de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS).

A onda de calor também provocou vários incêndios florestais em ambos os lados da fronteira EUA-Canadá, se deve a um fenômeno conhecido como "cúpula de calor", em que altas pressões prendem o ar quente na região.

"As ondas de calor estão se tornando mais frequentes e intensas à medida que as concentrações de gases de efeito estufa aumentam as temperaturas globais. Elas começam mais cedo e terminam mais tarde, causando um impacto cada vez maior na saúde humana e nos sistemas de saúde", alertou nesta terça-feira a Organização Meteorológica Mundial, com sede em Genebra.

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