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Operação X captura “Professor Xavier” do mal em Piauí

Um jovem tetraplégico de 24 anos foi preso na última sexta-feira (30), acusado de aplicar golpes que chegam a R$ 2 milhões, como resultado da fase ostensiva de uma ação da polícia que, coincidência ou não, recebeu o nome de Operação X. 
Na ocasião foram cumpridos mandados de prisão temporária, busca e apreensão e sequestro de mercadorias em Teresina, no Piauí.
O acusado se chama F.W.N.S, conhecido como Branco, aplicava golpes se apresentando nas redes sociais como hacker, pai de santo, entre outros serviços que oferecia com a ajuda de alguns familiares, mas desaparecia depois com o dinheiro das vítimas. 
Segundo a polícia, foram identificadas vítimas em 27 estados. 
As investigações começaram no ano passado e, segundo estimativas da polícia, a quadrilha faturou pelo menos R$ 2 milhões até dezembro de 2020, adquirindo com o dinheiro ilício imóveis, veículos e demais ativos financeiros. 
“A Polícia Civil tem se especializado no ataque ao patrimônio de associações criminosas que praticam crimes financeiros. A Operação “X” é mais um passo no desenvolvimento dessa metodologia de trabalho”, comentaram os delegados da Polícia Civil  Matheus Zanatta e Yan Brainer, que participaram dos trabalhos investigativos.
Como o suspeito de liderar os crimes é tetraplégico, ele não foi preso, mas foi determinada medida cautelar que proíbe que o homem entre em contato com as vítimas e proíbe ele de manter contas em redes sociais.

O Golpe 

“Ele montou perfis de dois personagens e oferecia os serviços desses personagens em vídeos online. Um dos personagens é um suposto hacker, que oferecia o serviço de invadir o celular, poderia ser do companheiro de alguém ou de um patrão, por exemplo. Também tinha um personagem de um suposto pai de santo que oferecia serviços espirituais, como trazer de volta a pessoa amada, ou vaga de emprego”, disse o delegado Anchieta Nery.
Usando esses dois "perfis profissionais", o homem conseguiu vítimas que acreditavam que o serviço seria realizado. “As pessoas acreditavam que realmente estavam diante de alguém que faria o serviço, então elas contratavam, transferiam os valores e logo depois ele bloqueava essas vítimas”, informou o delegado da DRCI.

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