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Doença cerebral misteriosa intriga médicos



Uma doença cerebral misteriosa tem intrigado especialistas no Canadá. Segundo matéria da BBC News, foram registrados 48 casos de pessoas com sintomas da doença que são agressividade, ansiedade, depressão, espasmos, insônia, comprometimento da linguagem e rápida perda de peso. Alguns tiveram até alucinações, incluindo a Delusão de Capgras Transitória, um distúrbio psiquiátrico no qual o paciente começa a acreditar que um amigo próximo ou membro da família foi substituído por um impostor.

Um dois afetados é Roger Ellis que apresentou os primeiros sintomas quando  desmaiou em casa com uma convulsão em seu aniversário de casamento. Conforme relata seu filho, após aquele dia, seu pai piorou rapidamente. “Ele teve delírios, alucinações, perda de peso, agressividade, fala repetitiva”, conta.

“A certa altura, ele não conseguia nem andar. No intervalo de três meses, médicos disseram acreditar que ele estava morrendo — mas ninguém sabia por quê.”

As respostas para o filho de Roger começaram a vir quando a Rádio-Canadá, a emissora pública do país, obteve uma cópia de um memorando de saúde pública que foi enviado aos profissionais médicos da província alertando sobre um grupo de pacientes exibindo uma doença cerebral degenerativa desconhecida.

"A primeira coisa que eu disse foi: 'É como meu pai'", lembra ele.

Ainda sem respostas para o que vem causando a condição, neurobiologistas, pesquisadores e um órgão federal de saúde pública iniciaram uma pesquisa sobre o caso, onde acreditam que pode se tratar de uma conexão com a exposição a uma “excitotoxina” como o ácido domóico, que causou vários incidentes de intoxicação alimentar em 1987, na província vizinha da Ilha do Príncipe Eduardo.

A teoria é que a doença seja adquirida e não genética, e estão sendo levados em consideração fatores ambientais, exposições de estilo de vida, viagens, histórico médico e fontes de alimentos e água.

Apesar da maioria dos pacientes com sintomas terem se manifestado a partir de 2018, segundo o neurologista Dr. Georges-L-Dumont, da University Hospital Center de Moncton, os sintomas foram constatados pela primeira vez em 2015. Na época era um paciente, um “caso isolado e atípico”, disse ele. De lá para cá, acredita-se que até seis pessoas já possam ter morrido devido a doença.

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