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Gaeco deflagra Operação Rebote mirando membros do PCC na região de Jundiaí


Na manhã desta quinta-feira (22/04), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, em conjunto com a Promotoria de Justiça de Itapira e a Polícia Militar, por meio do Comando de Policiamento do Interior 2, com apoio do 1º e 10º BAEP, a Operação Rebote. Mirando na atuação da organização criminosa PCC, o objetivo é cumprir mandados de prisão e busca e apreensão nas cidades de Itapira, Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Estiva Gerbi, Valinhos, Indaiatuba, Jundiaí e Várzea Paulista.

Também nesta quinta-feira, de forma integrada, a Corregedoria da Polícia Militar deu início a diligências com foco em eventual participação de policiais militares no esquema criminoso alvo da Operação Rebote.

Participaram da operação 17 promotores de Justiça, além de cinco servidores do Ministério Público e cerca de 180 policiais militares.

No âmbito da Operação Rebote, foram expedidos 18 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão. Já pela Corregedoria da Polícia Militar, houve expedição de dois mandados de prisão para policiais militares e 13 de busca e apreensão. Até o momento, as autoridades apreenderam diversos materiais relacionados à organização criminosa investigada: armas de fogo, grande quantidade de entorpecentes, aparelhos de telefone celular e aproximadamente a quantia de R$ 60 mil em dinheiro.

As investigações, iniciadas em setembro de 2020 para reprimir a organização criminosa, revelaram que a maioria dos investigados ocupava funções de liderança regional e estadual na facção e no tráfico de drogas das respectivas cidades. Ainda durante o monitoramento e as investigações que antecederam a operação, foi possível a prisão em flagrante de outras seis pessoas pelos crimes de tráfico de drogas e furto de caixas eletrônicos.

Durante a investigação, foi possível ainda identificar o envolvimento de policiais militares em crime de furto de caixas eletrônicos, resultando na prisão em flagrante de dois integrantes de uma quadrilha. Assim, houve o compartilhamento de material com a Corregedoria da Polícia Militar e 1ª Auditoria Militar, que deflagrou operação para cumprimento dos mandados expedidos pela Justiça Militar.

O Ministério Público tem 30 dias para encerrar as investigações, ouvindo os investigados e examinando os materiais apreendidos (documentos e equipamentos eletrônicos), para apresentar a denúncia perante a Justiça Pública, e os investigados podem responder por crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídio e ocultação de cadáver.

A operação recebeu o nome Rebote por ter tido como origem investigar e prender outros integrantes da facção criminosa que permaneceram na prática dos crimes após a deflagração da Operação Macuco, em agosto de 2020. Na ocasião, 44 pessoas foram presas, sendo 15 em flagrante. Nas duas fases, a Macuco resultou em ações contra 29 réus.

A Operação Rebote continua em andamento.


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