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Boneca reborn é brinquedo mais buscado na pandemia


 

Durante a quarentena, muitos pais tiveram que se reinventar na hora de distrair as crianças no isolamento social, buscando na internet jogos e brinquedos que pudessem entreter seus filhos. Nesse contexto, um item específico teve destaque nas ferramentas de pesquisa: a boneca bebê reborn. O brinquedo foi o mais procurado no Google durante a pandemia, alcançando a marca de 1,5 milhão de buscas mensais, de acordo com levantamento feito pela empresa Conversion. 

Bonecas reborn são imitações ultrarrealistas de bebês de verdade e, recentemente, tornaram-se um grande sucesso de venda no mercado de brinquedos. Rafaella Justus, filha de 11 anos do empresário Roberto Justus, costuma compartilhar sua coleção de bebês reborns por meio do perfil no Instagram de sua mãe. Ao todo, a menina possui mais de dez bonecas, todas com nome próprio e com direito à festa de aniversário. 

Apesar do sucesso entre o público infantil, as reborns são também itens valiosos para colecionadores adultos, ultrapassando as barreiras da faixa etária. Por meio de redes e grupos digitais, milhares de pessoas compartilham dicas para criar novas bonecas, além de conselhos sobre formas de preservá-las. Assim, as reborns, originais do século passado, possuem atualmente um mercado em ascensão para diversos públicos.

História da boneca reborn

As bonecas reborns tornaram-se sucesso garantido entre crianças e adultos, porém, o termo não é de hoje. De acordo com relatos históricos, em meados do século XX, durante a Segunda Guerra Mundial, a crise econômica impediu que muitas mães comprassem presentes para as filhas com tanta frequência.

 Como solução, diversas mulheres começaram a redecorar brinquedos antigos, a fim de aparentar serem novos itens. Portanto, a palavra “reborn” - renascido, em inglês - começou a ser atribuída à prática. Com o passar dos anos, as bonecas foram se aperfeiçoando até se tornarem réplicas fidedignas de bebês reais. 

Na década de 1980, nos Estados Unidos, o termo começou a ser usado exclusivamente para esse tipo de brinquedo, que rapidamente conquistou o coração de crianças de todo o mundo, além de atrair a atenção de colecionadores de artigos do tipo.

 

Colecionadores e grupos on-line

Atualmente, há diversos perfis no Instagram e grupos no Facebook dedicados às bonecas reborn. Na segunda rede, por exemplo, o “Bebês Reborns Brasil” é um dos mais populares e conta com mais de 70 mil participantes que se propõem a falar sobre os itens, além de trocar informações e disponibilizar vendas de produtos para quem deseja colecionar o brinquedo.

 Em média, o preço de uma bebê reborn nova pode ir da faixa de R$ 1 mil a até mesmo valores superiores a R$ 10 mil. O preço final depende de fatores como material utilizado - silicone, vinil etc  -, tempo de produção, exclusividade do item e nível de realismo.

 As bonecas mais caras tendem a abandonar qualquer aparência de brinquedo. Em suas produções são acentuadas expressões, unhas, veias e até mesmo adicionadas ferramentas que permitem que a boneca pisque, faça xixi, simule movimentos de respiração - diversos fatores que tornam o produto uma réplica ideal.

 Outros produtos relacionados ao universo reborn são comercializados em fóruns digitais, como roupas, chupetas ou até mesmo pentes indicados para o cabelo da boneca. Há também a prática de construir sua própria bebê reborn, endossada por vendas de materiais e cursos on-line, com compilados de vídeos que ensinam o passo a passo para se tornar uma “cegonha”, termo normalmente utilizado para designar artesãos que fabricam e vendem o item.

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