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Atendimento psicológico aos pacientes e familiares traz conforto em momento de preocupação



Sem poder acompanhar o paciente durante a internação, as famílias acabam sofrendo com a distância. O número de mortes no Brasil e a evolução ao óbito dos quadros mais graves do Covid-19 assustam. Para tentar amenizar esses sentimentos, o acolhimento dos familiares tem sido uma grande missão para os profissionais de Saúde do Hospital Municipal Nossa Senhora Aparecida. 

 “O contato com os familiares é feito de três formas diferentes: chamada de vídeo, telefone e presencial. Esse acolhimento com o familiar pode ocorrer em uma informação médica, como a notícia do encaminhamento para intubação, a piora no quadro clínico e óbito, por exemplo. Tendo esse apoio, o familiar se sente mais forte para passar as informações a outros familiares”, explica Monalisa Bortolato, psicóloga. 

Outro ponto importante no atendimento psicológico é o suporte ao próprio paciente internado. “Eles nos relatam queixas como medo do diagnóstico, da morte, de não ver mais aquele ente querido”, conta Monalisa. Nesse sentido já foi observado que muitas vezes o paciente desenvolve um quadro de ansiedade, prejudicando sua recuperação. 

Luto – Até este momento, 78 itupevenses perderam a luta contra a Covid-19 e morreram. 
O luto vivido pelas famílias é longo e intenso, já que a não há despedidas e velórios. A realidade são sepultamentos rápidos e caixões lacrados. Com isso, a despedida ficou mais complicada durante a pandemia da Covid-19. 

Pensando nisso, o luto também é trabalhado. “Posteriormente à informação de óbito, fazemos contato com a família, oferecendo nosso atendimento. Esse é um momento muito doloroso. Está sendo um período de reflexão da vida, da morte, de como estamos vivendo, de quem está próximo a nos. Estamos trabalhando muito a questão do luto, seja para quem já perdeu ou para quem ainda vai perder um familiar”, finalizou.

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