O Ministério da Saúde coordena nesta semana a maior distribuição de vacinas covid-19 de uma única vez desde o início da campanha nacional de vacinação. Serão enviadas para todo o Brasil um total de 9.128.000 milhões de doses – 8.400.000 milhões da Coronavac, do Instituto Butantan, e 728 mil da AstraZeneca/Oxford, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os dois imunizantes são produzidos no Brasil com matéria-prima importada. Além dessas doses, está prevista a chegada, neste sábado, de 2,1 milhões de doses da Fiocruz, totalizando mais de 11 milhões.




A previsão é de que as entregas a todos os estados e Distrito Federal comecem nesta quinta-feira (1/4). De acordo com o 9º informe técnico da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), as doses serão destinadas para trabalhadores da saúde e para idosos de 65 a 79 anos. Também foi adiantada a vacinação de parte dos profissionais da força de segurança e salvamento e Forças Armadas que atuam na linha de frente de combate à pandemia.

Nesta leva, a vacina da AstraZeneca/Fiocruz será usada para aplicação da segunda dose em trabalhadores da saúde. Uma parte dos imunizantes do Butantan será destinado para primeira aplicação para o grupo prioritário das forças de segurança e salvamento e Forças Armadas e idosos entre 65 e 69 anos. A outra parcela deverá ser aplicada como segunda dose em trabalhadores da saúde e idosos entre 70 e 79 anos.

A estratégia visa completar o esquema vacinal no tempo recomendado de cada imunizante e é revisada semanalmente em reuniões tripartites (governos federal, estaduais e municipais), observando as confirmações do cronograma de entregas por parte do Butantan e da Fiocruz, de forma a garantir a disponibilidade da segunda dose no intervalo máximo de quatro semanas e de 12 semanas, respectivamente.