Segundo cronograma da Caixa Econômica Federal, os trabalhadores informais vão ser os primeiros a receber o auxílio e depois os beneficiários do Bolsa Família, que terão o calendário tradicional mantido.

O crédito da primeira parcela será feito em conta poupança para os trabalhadores a partir de 6 de abril para nascidos em janeiro até 30 de abril, nascidos em dezembro. O saque em dinheiro da primeira parcela, no entanto, será autorizado depois, entre 4 de maio e 4 de junho.

A segunda parcela para os informais estará creditada entre os dias 16 de maio e 16 de junho, com saque autorizado a partir de 8 de junho até 8 de julho, conforme o mês de nascimento.




 

Entre os dias 20 de junho e 21 de julho, os informais terão o crédito referente à terceira parcela e a partir 13 de julho até 12 de agosto, poderão retirar o dinheiro. A última parcela será creditada de 23 de julho a 22 de agosto e o saque, autorizado entre 13 de agosto e 10 de setembro.

Das parcelas a nova rodada do auxíllio, tire dúvidas

Quantas parcelas serão pagas em 2021?

Serão quatro parcelas, com valores menores que no ano passado. Em 2020, o governo pagou cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300 a um custo de cerca de R$ 300 bilhões. O benefício foi pago entre abril e dezembro.

O auxílio pode ser estendido?

Integrantes da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, já trabalham com a possibilidade de o auxílio em 2021 durar mais que os quatro meses previstos, a depender do avanço da pandemia de Covid-19 no Brasil.

Quem recebeu a 1ª parcela tem garantia de receber as demais?

Quem receber a primeira parcela não necessariamente continuará a receber o dinheiro nos meses seguintes. O direito aos pagamentos será reavaliado mensalmente. Caso a pessoa consiga um emprego, por exemplo, será excluído da lista de beneficiários.

Quem não recebeu auxílio em 2020 poderá receber?

O novo auxílio será destinado apenas a pessoas que receberam a ajuda no ano passado. O plano do governo é beneficiar 45,6 milhões de famílias, entre pessoas que fizeram o cadastro no aplicativo da Caixa e atendidos por outros programas sociais, com o Bolsa Família. Quem não recebeu o auxílio em 2020, mas hoje se enquadra nas regras do benefício — caso de quem perdeu emprego no início do ano, por exemplo —, não poderá receber a ajuda do governo neste primeiro momento, segundo equipe econômica.

Ainda tem chance de ter outra rodada?

Os trabalhadores que não receberam no ano passado só serão contemplados se sobrarem recursos após os pagamentos para os beneficiários que já estavam cadastrados até dezembro.

Segundo um técnico do governo, não haverá novo cadastro por meio do aplicativo, mas o Ministério da Cidadania deve disponibilizar uma ferramenta na qual o trabalhador poderá inserir seu CPF e verificar se tem direito ao benefício. Com base nessas informações, a pasta cruzará dados e poderá atender a esses novos beneficiários, desde que haja Orçamento para isso.




Quanto vai custar ao governo o pagamento do auxílio?

A PEC prevê que as despesas com o benefício serão limitadas a R$ 44 bilhões, mas o governo espera gastar um pouco menos, R$ 43 bilhões.

O que acontece com quem recebeu indevidamente?

No ano passado, muitas pessoas que não deveriam receber o auxílio acabaram sendo beneficiadas por falhas no cruzamento de dados. E terão que que devolver o dinheiro neste ano.

Tem algum canal do governo para saber mais informações?

A partir de hoje, a Caixa vai oferecer dois canais para que as pessoas possam tirar dúvidas: a central 111 e o endereço auxílio.caixa.gov.br.