Com 86 anos, primeiro enfermeiro que atuou na sala de vacinação do CSIII de Itupeva recebe a vacina contra a Covid-19 - Itupeva Agora

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Com 86 anos, primeiro enfermeiro que atuou na sala de vacinação do CSIII de Itupeva recebe a vacina contra a Covid-19

Quem cuidou por muitos anos da saúde da população de Itupeva também se sente mais protegido após tomar a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Herculano Rodrigues da Silva, atualmente com 86 anos, foi o primeiro homem da área de enfermagem a trabalhar no CSIII da rede municipal de Saúde e a lidar diretamente em campanhas de vacinação.

Morando há 44 anos em Itupeva, Herculano nasceu em Ribeira do Amparo, no estado da Bahia. Casado com Palmira Polli, há 50 anos, tem dois filhos, Luciana e Carlos José, quatro netos e um bisneto.

Sua experiência com campanhas de vacinação teve início com a imunização da varíola, na década de 60, quando atuou pelo estado de São Paulo em diversos municípios. Já em Itupeva, participou das campanhas de imunização da poliomielite, tríplice, tétano, sarampo, entre outras.

“Foram cerca de 20 anos de atividades no CSIII atendendo grande parte da população de Itupeva. Foi justamente neste período que ele passou a ser conhecido na cidade”, detalhou a esposa Palmira.

Segundo a filha Luciana, uma característica marcante de Herculano era atuar como um verdadeiro educador. “Ele como profissional era exemplar, orientava pais e responsáveis para zelar pela caderneta de vacinação dos filhos, bem como pelo calendário de imunização. Era rígido, mas sempre com a preocupação de cuidar do próximo. A vida dele foi exatamente assim.”

No final da década de 90, Herculano se aposentou e dedicou seu tempo à família, permanecendo com a vida mais tranquila até 2007. “No ano seguinte meu pai foi diagnosticado com Alzheimer. A doença não afetou seu humor, nem tanto seu comportamento. Porém, a cada dia ele está mais dependente. Mas, mesmo com as dificuldades da doença, ele compreende a gravidade da pandemia provocada pelo Coronavírus, por isso, usa a máscara de proteção facial”, descreveu Luciana.

Dona Palmira explicou que a mesma alegria que o esposo sentiu ao receber o imunizante, ela também compartilhou. “Esse período de pandemia tem sido difícil, justamente pelo fato de estarmos longe das pessoas que amamos, mas a vacina representa a esperança de vida e por dias melhores. Tenho fé e acredito que tudo será resolvido para podermos viver uma vida melhor e mais tranquila”, concluiu.

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