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11% dos partos do HU são de mães adolescentes

Em 2020, foram realizados 3.564 partos no Hospital Universitário de Jundiaí (HU), cerca de 11% dos partos ocorreram em mães com idade dentre 10 e 18 anos. Esse número mostra o quanto é importante a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência que ocorre até dia 8 de fevereiro e tem como objetivo disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da incidência da gravidez na adolescência.

Segundo o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), das 7,3 milhões de meninas e jovens grávidas no mundo, 2 milhões tem menos de 14 anos. Essas jovens apresentam várias consequências na saúde, educação, emprego, nos seus direitos e na autonomia na fase adulta ao terem filhos tão cedo. No Brasil, um em cada sete bebês é filho de mãe adolescente. A cada hora nascem 48 bebês, filhos de mães adolescentes.

As gestações sucessivas na adolescência parecem decorrer de inúmeros fatores que podem fazer parte do contexto de vida da adolescente como: baixas condições sócio econômicas, início precoce da atividade sexual, baixa adesão aos métodos contraceptivos, viver em união estável ou ser casada e abandono dos estudos.

Segundo o médico ginecologista e obstetra Francisco Pedro Filho, do HU, os problemas mais comuns para a saúde da gestante adolescente são hipertensão e anemia. Já os bebês podem nascer prematuros, antes da 37ª semana de gestação, com baixo peso, transtornos de desenvolvimento e até malformação.

Dr. Pedro Filho relata que o pré-natal da gestante adolescente deve envolver uma equipe multidisciplinar, com acompanhamento de um psicólogo, por exemplo. “O médico escolhido para acompanhar a gestação tem que ser paciente, acolhedor, usar um linguajar que a paciente entenda, jamais fazer julgamentos. Para acompanhar o desenvolvimento do bebê e a saúde da mãe serão necessários alguns exames a mais que o normal. Este público abandona facilmente o acompanhamento pré-natal e daí é que ocorre o aumento do risco obstétrico”, alerta.

Estudo do Ministério da Saúde, chamado Saúde Brasil, indica uma das maiores taxas de mortalidade infantil entre mães mais jovens (até 19 anos), com 15,3 óbitos para cada mil nascidos vivos (acima da taxa nacional, de 13,4 óbitos). Isso porque, além da imaturidade biológica, condições socioeconômicas desfavoráveis influenciam nos resultados obstétricos.

(Fonte: Assessoria de Imprensa HU/Foto: Unsplash)

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