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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Prefeito de Jacobina, na Bahia, reduz próprio salário de R$ 15 mil ao mínimo por um ano

 


 Enquanto o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, tem recebido críticas por ter o salário reajustado em quase 50% a partir de 2022, em Jacobina, no norte da Bahia, o prefeito Tiago Dias (PD do B) chamou a atenção justamente pelo oposto, por reduzir por 12 meses sua própria remuneração de R$ 15 mil para um salário mínimo, um corte de cerca de 92% e economia de R$ 170 mil. 

Segundo ele, que é agricultor e foi para a posse montado em um boi, a medida é para dar exemplo aos trabalhadores da cidade, cuja grande maioria recebe um salário mínimo. 

“Eu tomei algumas decisões já na pré-candidatura, e uma delas foi que eu iria reduzir o salário do prefeito para o mínimo. Pela sensibilidade que o homem público tem que ter, de que o trabalhador é trabalhador. 90% das pessoas em Jacobina e em outros estados do Brasil sobrevivem com um salário mínimo, diferente do prefeito. Eu tenho aqui carro à disposição, combustível à disposição, assessoria à disposição. Estou bem à frente do trabalhador e da trabalhadora nesse ponto. Então a gente tem que dar o exemplo", disse.

O decreto foi publicado na segunda-feira (04/01) e Tiago disse que não havia falado sobre isso antes para não fazer parecer demagogo. "Não falei em campanha sobre o decreto, para não ser demagogo. E fiz quando tive à disposição o Diário Oficial, para publicar a decisão dessa medida. Estou realizado, contente e feliz. Porque o homem público, o prefeito, ele não está nem acima e nem abaixo do trabalhador e da trabalhadora, tem que estar lado a lado. Não adianta no discurso a gente colocar que está trabalhando para o povo, se não viver como o povo vive", justificou.

Ainda segundo o prefeito, o dinheiro economizado será investido em instituições que prestam apoio a crianças em situação de vulnerabilidade social.

“Já estão todos atentos, para que esse recurso que vai retornar do meu salário, seja distribuído proporcionalmente para as instituições que cuidam de crianças vulneráveis. Algumas nós já temos convênios, do município com a instituição. Aí a minha equipe está vendo se vai arquivar nesses convênios, abrindo novos recursos, ou se vão abrir novos convênios para os repasses. A gente vai cuidar disso até o final do mês”, concluiu.

Fonte G1

 


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