Um dia após condenação em segunda instância, Robinho tem mais trechos de conversas sobre a acusação de estupro divulgados pelo UOL Esporte - Itupeva Agora

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Um dia após condenação em segunda instância, Robinho tem mais trechos de conversas sobre a acusação de estupro divulgados pelo UOL Esporte

 

Reprodução Instagram

Um dia após a Corte de Apelação de Milão confirmar a condenação do jogador Robinho em segunda instância, o UOL Esporte divulgou novos trechos de conversas telefônicas do atleta gravadas com autorização judicial cerca de um ano após ao suposto abuso ao qual o jogador e amigos são acusados.

Na conversa, Robinho se mostra preocupado que a acusação viesse a público, aconselha o amigo a vir para o Brasil para evitar uma eventual prisão e diz que “não rangou” a mulher.

Confira a transcrição divulgada pelo UOL Esporte (os nomes dos amigos de Robinho que não estão sendo processados na Itália foram omitidos):





Robinho: [...] eu lembro que foi, quem tava desesperado era [amigo 3] e [amigo 2] em cima da mina. [amigo 3] e [amigo 2] tava num desespero da porra.

Amigo 1: Neguinho vai, quando eu cheguei lá os cara tava trabalhando já, eu só entrei no trabalho.

Robinho: Então, eu também, porque eu nem consegui tirar o doze, mano, fazer o que, agora os caras (Risos). (Doze seria uma referência ao órgão sexual masculino).

Amigo 1: Os caras tavam trabalhando já, eu só fui dar uma força.

Robinho: (Risos) trabalhando... (Risos)

Amigo 1: é, mano, por mim já tinha ido embora já, eu queria ir embora.

Robinho: Quero vê se a mina tá com um carnê, aí eu quero vê mano.

Amigo 1: Puta aí o bicho pega, pega pra todo mundo.

Robinho: Pra todo mundo não, eu não ranguei, eu tenho certeza que eu não tenho nada, agora quem rangou, que foi você que eu vi, eu sei...

Amigo 1: Eu tava de caneleira, eu tava com caneleira, né. (Caneleira seria uma referência a preservativo).

Em outro trecho mostra preocupação sobre uma possível gravidez da vítima:

Amigo 1: Neguinho, por exemplo, se a mina não teve, não pega nada, mas se ela teve filho aí é DNA, né?





Robinho: então, e agora mano? Vai entender se a menina teve filho. Ninguém sabe se ela teve, se ela não teve, a polícia não vai falar.

Amigo 1: Então, por exemplo, se ela não teve filho é a palavra dela contra a da gente, não tem como ela acusar, agora se ela teve filho é puxado hein.

Robinho: É, então, mas eu não sei se a menina teve ou se não teve [...] o cara que o Jairo (músico que tocava na boate no dia do crime) contratou falou assim: "ó, a única coisa boa é que os caras tá lá no Brasil e na discoteca não tinha câmera, porque se pegasse a câmera os caras iam pegar eles".

O atacante brasileiro também demonstrava preocupação com a possibilidade de a investigação se tornar pública, temendo que isso pudesse atrapalhar sua carreira:

Robinho: [...] eu tô com medo se os caras me chamarem para depor, eu não sei, tomara a Deus que, o meu medo é esse, o meu medo é sair na imprensa, "Amigos de Robinho estupraram menina lá na Europa", meu medo é esse.

Amigo 1: Nossa.

Robinho: Ó a falha, ó a falha, foda mano, tô com a cabeça um trevo aqui mano.

Amigo 1: Agora até a minha ficou. Se sair no, no, Globo.com, cai todo mundo por tabela...

Robinho também tinha receio de que Ricardo Falco fosse preso pela polícia italiana. No trecho, ele fala sobre ter aconselhado o amigo a não prestar depoimento às autoridades e que fosse direto para o Brasil para evitar uma possível prisão.

Robinho: [...] aí os caras ligou e falou para o [apelido de Ricardo] ir depor segunda-feira, falou 'Segunda-feira é o seu Ricardo, você vai vir aqui na Corregedoria, na Polícia Federal, ou vamos te buscar?' O Ricardo me ligou e falou 'Neguinho, os cara me ligaram pra eu ir lá, tu não tem nenhum advogado pra me emprestar, pra me pagar?' eu falei 'Advogado? Vou chamar advogado? Não tenho advogado'." Porque o do Ricardo estava com medo porque, ele tá sem documento nenhum [...] é arriscado ele ir e ficar por lá mesmo.





Amigo 1: Nossa. Vai vir direto pro Brasil já, de lá.

Robinho: É. (Risos) Eu falei: "Cara, você quer um conselho? Não vai nem lá, volta pro Brasil pelo menos tu não fica em cana." (Risos).


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