Por falta de resposta de Governo Federal, Brasil pode demorar para receber vacina da Pfizer e BioNTech, caso aprovada - Itupeva Agora

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segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Por falta de resposta de Governo Federal, Brasil pode demorar para receber vacina da Pfizer e BioNTech, caso aprovada







Nesta segunda-feira (09/11), os laboratórios Pfizer e BioNTech anunciaram que a vacina experimental que estão desenvolvendo contra o coronavírus se mostrou 90% eficaz na prevenção à doença. A notícia foi recebida com muito otimismo pelo mundo, mas os brasileiros, mesmo com testes sendo realizados no país, caso a vacina seja aprovada e passe a ser distribuída, podem demorar para receber as primeiras doses.

Isso porque, segundo o CEO da Pfizer Brasil, Carlos Murillo, e a diretora médica da Pfizer Brasil, Márjori Dulcine, em entrevista à revista Veja no mês de outubro, o governo não respondeu ao laboratório sobre a intenção de adquirir a vacina quando foi feita a consulta inicial, em agosto

"Em agosto, depois de várias reuniões com integrantes do governo, incluindo do Ministério da Saúde e da Economia, a Pfizer fez uma proposta formal de fornecimento da vacina ao Brasil, sujeita à  à aprovação regulatória, claro. Essa proposta permitiria vacinar milhões de brasileiros e especificava um prazo para o governo nos responder. Mas nós nunca recebemos uma resposta formal do governo brasileiro, nem pelo sim nem pelo não. Pelo interesse da companhia de tentar fechar um acordo com o Brasil, principalmente por acreditar nos benefícios dessa tecnologia [a vacina da Pfizer uma plataforma inovadora, baseada em mRNA], após ter vencido o prazo, o CEO global da Pfizer mandou uma carta ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Saúde retomando a proposta e enfatizando a importância da companhia trabalhar com o Brasil. Tampouco recebemos resposta".





O CEO explica que como não houve resposta, os laboratórios seguiram negociando com outros países e sem reservar uma produção para o país, a princípio, enquanto fechou acordo com países como Estados Unidos, Japão, Canadá, países da comunidade Europeia, Chile, Peru, Costa Rica, por exemplo. 

Apesar disso, Murillo diz que os laboratórios mantiveram contato a nível estadual, o que poderia garantir doses da primeira leva para os estados que tenham fechado algum acordo, mas a nível federal, não há nada acordado. 

Por fim, ele destaca a importância dos países, inclusive o Brasil, contarem com mais de uma opção de vacina, o que pode garantir mais doses em menor tempo, além, claro, do fato de que todas as vacinas ainda estarem em fase de testes e sem data definida para serem aprovadas. 

Confira a entrevista completa na Veja

 


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