Seis arqueólogos morreram misteriosamente após abertura de sarcófago - Itupeva Agora

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segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Seis arqueólogos morreram misteriosamente após abertura de sarcófago






Por muitos anos, faraós foram enterrados no Vale dos Reis, às margens do Rio Nilo (Egito). Até hoje, 64 tumbas foram achadas e abertas na região.A  tumba de Tutancâmon foi descoberta  em 1922. Em alguns meses, seis arqueólogos morreram em situações misteriosas. As mortes foram temas de um documentario da Netflix, chamado "Top 10 Secrets and Mysteries"
  
“Logo após a descoberta, mortes misteriosas foram relatadas entre a equipe de arqueólogos que encontraram o túmulo. As mortes foram atribuídas a uma maldição lançada pelos faraós para afastar ladrões de tumbas”, afirmou.





“A maioria das mortes podem ser explicadas medicamente, no entanto, das 12 pessoas presentes durante a abertura do sarcófago, seis morreram misteriosamente dentro de alguns meses”, completou.

A primeira hipótese era que as bactérias contidas no material orgânico decomposto estariam por trás das mortes. Porém a explicação foi descartada por especialistas.

De acordo com o  documentário, pouco antes das mortes, os arqueólogos relataram sofrer pesadelos “muito reais” e ser assombrados pela múmia que eles “incomodaram”.  Para os egípcios  quem interrompe o descanso eterno de um faraó poderá sofrer pragas e até mesmo a morte.
  
  
 A história da suposta maldição do túmulo do faraó (até então um monarca obscuro da chamada dinastia XVIII) até hoje é tema de especulações intensas, quanto de quem acredita quanto de investigadores que a desmentem
  
  Como foi a expedição e algumas mortes?
  



    Após três meses recolhendo e classificando os tesouros da câmara, Howard Carter e Lorde Carnarvon, patrocinador da expedição, estavam prontos para abrir a câmara mortuária, onde estava o corpo do rei. Em abril de 1923 Lorde Carnavon morreu em circunstâncias estranhas. Ele se cortou fazendo a barba perto de onde recebeu uma picada de mosquito e a infecção lhe causou febre.
  
  Além do arqueólogo Howard Carter, outro que defendeu posteriormente que a morte de Carnavon foi causada por uma maldição foi Arthur Conan Doyle, autor do livros de Sherlock Holmes

O caso da Maldição da Tumba de Tut pode ser um exemplo de histeria coletiva, juntando evidências reais com falseamento de fatos. Mas é inegável que uma série de acontecimentos documentados carregou em si uma certa estranheza difícil de afastar até para os mais céticos

Para ter uma ideia, no dia que Carter descobriu a entrada do túmulo de Tut (mais rápido de escrever que Tutancâmon, você há de concordar), uma cobra entrou em sua casa e matou seu canário

  Minutos depois da morte de Carnavon, um blecaute geral atingiu o Cairo e duas horas depois seu cachorro soltou um longo uivo e morreu





A imprensa da época ficou obcecada com tal feito significativo e passou a cobrir com algum alarde qualquer morte ligada aos presentes na expedição ao túmulo

  Em 16 de maio, foi a vez de George Jay Gould I morrer após visitar o túmulo. O motivo oficial da sua morte é "febre do Nilo"
  
  Nos meses seguintes, mais mortes sinistras: príncipe Ali Kemal Fahmy Bey e o milionário sul-africano Woolf Joel foram assassinados e o deputado britânico Aubrey Herbert ficou cego e morreu de envenenamento do sangue enquanto extraía os dentes para tentar restaurar a visão

Todos esses estão entre os primeiros visitantes do túmulo de Tutancâmon e morreram com a diferença de poucos meses




  Além disso, Hebert era meio-irmão de Carnavon, o que aumento a tragédia da família

Em 1924 ocorreram mais mortes: Sir Archibald Douglas-Reid, responsável pelo raio-X do monarca morreu de uma doença não identificada; Hugh Evelyn-White veio logo depois, escrevendo com sangue "sucumbi a uma maldição" e se enforcando

Em novembro de 1924, Sir Lee Stack, governador britânico do Sudão, foi morto a tiros nas ruas do Cairo. Ele também foi um dos primeiros visitantes do túmulo de Tut

  Quer mais? Howard Carter deu para seu amigo íntimo Sir Bruce Ingham um peso de papel que nada mais era que uma mão mumificada com uma pulseira de escaravelho em que estava (supostamente) escrito "Amaldiçoado seja aquele que move meu corpo. Para ele virá fogo, água e pestilência"

Dois meses depois a casa de Ingham pegou fogo. Ele a reconstruiu e um ano depois ela foi inundada.




  
  Tem mais! Em 1926 foi a vez de George Benedite, do Museu do Louvre, que morreu um mês após visitar a tumba. Aaron Ember, outro dos primeiros visitantes, morreu no mesmo ano após sua casa pegar fogo

  Austin Mace, principal ajudante de Carter, morreu em 1928, vítima de uma fraqueza causada por envenenamento por arsênico. Em 1929 morreu Richard Bethell, um documentador que ajudou Carter, morreu sufocado sem explicações em sua cama. Ainda em 1929, o pai de Bethel se jogou do sétimo andar, deixando até uma nota de suicídio. O outro meio-irmão de Carnavon teve o mesmo destino, morrendo de "pneumonia causada por malária"

Em 6 anos, foram pelo menos 13 pessoas com ligações fortes com a descoberta do túmulo do rei. Obviamente existem diversas explicações razoáveis para isso. A primeira delas é a presença de um fungo mortal (Aspergillus Niger) nas paredes e chão do túmulo, que poderia se somar a venenos deixados pelos próprios servos do faraó. Além disso, dois mortos se suicidaram, talvez por medo de morrerem de formas violentas

Alguns até acusaram o próprio Carter (que morreria 15 anos depois, de causas naturais) de querer causar medo com a maldição para evitar que outros egiptólogos fuçassem duas descobertas. O próprio Carnavon também pode ter ajudado indiretamente a criar a maldição, ao dar ao jornal Times de Londres direitos exclusivos de cobrir tudo sobre a expedição. Mas a maldição de Tutancâmon prossegue como um mistério grande e assustador, mesmo com explicações

Fontes: Extra e R7.













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