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segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Reprovar todos os alunos? Especialistas avaliam o que fazer com o ano letivo

 

Por conta da pandemia de Covid-19, que obrigou a suspensão de aulas presenciais, milhões de alunos foram prejudicados em 2020 e especialistas se reuniram para avaliar qual a melhor solução para o próximo ano.





De acordo com o portal G1, especialistas em educação, pedagogos, secretários de redes estaduais e coordenadores de colégios particulares do país consultados pela reportagem, apresentaram cinco sugestões:

  1. Aprovar todos os estudantes – Especialistas que defendem essa hipótese destacam que alunos reprovados têm mais chances de perderem o interesse pelo estudo e que não há como avaliar o desempenho durante o período da pandemia, já que as aulas foram suspensas em março, no início do ano letivo.
  2. Permitir a reprovação apenas nas escolas particulares, onde houve acesso ao ensino remoto – Alunos de escolas particulares têm condições financeiras privilegiadas e, por isso, conseguiram manter um bom nível de aprendizado, é o que defendem quem apoia essa hipótese, principalmente os representantes de escolas particulares.




  3. Cancelar o ano letivo das escolas públicas e reprovar todos os seus alunos, para dar oportunidade de aprenderem de fato em 2021 – Essa hipótese aponta como opção que o ano de 2020 seja desconsiderado e todos os alunos (da rede pública, pelo menos) reiniciem do ano em que estavam, do “zero”. Segundo quem defende essa opção, há “direitos de aprendizagem” e não se pode aprovar uma criança que não aprendeu nada. Uma variação dessa ideia seria aprovar todos os alunos com a garantia de que o conteúdo de 2020 fosse distribuído pelos três próximos anos, com conceito de progressão continuada.
  4. Juntar os anos letivos de 2020 e 2021, pensando em reprovação só no fim do biênio – A exemplo do que foi adotado no Espírito Santo, alguns especialistas defendem que os dois anos sejam avaliados em conjunto, com exceção dos alunos que estejam em anos finais de etapa (5º e 9º ano do ensino fundamental, e 3º ano do ensino médio). Para essas séries, seriam aplicadas ações de reforços a todos, sem reprovação.
  5. Avaliar cada caso individualmente – Em Santa Catarina será organizado um painel com histórico de cada um dos 525 mil estudantes da rede, para que sejam avaliados individualmente. Ainda assim, a ideia é reter apenas alunos que não tenham participado das aulas remotas por opção e não por algum tipo de dificuldade ou impedimento.





E o 3º e último ano do ensino médio?

Essas soluções ficam difíceis de serem aplicadas para alunos que estão no último ano do ensino médio. Para eles, uma das soluções apontada em São Paulo é a opção de frequentar um ano extra para se preparar para o ensino superior. Segundo a reportagem do G1, os detalhes ainda estão sendo definidos pela secretaria estadual de educação de São Paulo.





Também estão sendo avaliadas opções como implementar um semestre extra de aulas, como se fosse um cursinho pré-vestibular; ou formar todos os alunos e, ao mesmo tempo, oferecer um sistema de reforço para o fim deste ano e início do próximo.


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