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terça-feira, 27 de outubro de 2020

“Minha memória se apaga vagarosamente”, diz Silvio Santos em carta emocionante





Nesta semana, foi divulgada por familiares de Silvio Santos, uma carta escrita pelo apresentador para o prefácio do livro “Sonho Sequestrado”, de Marcondes Gadelha. A obra aborda a corrida de Silvio, com Gadelha como vice, às eleições presidenciais de 1989. Na carta, com data de 31 de julho de 2020, o dono do SBT expressa a saudade que sente dos episódios narrados na obra.
“Como muito de meus órgãos, incluindo o óbvio, que não funciona há muito tempo, minha memória a cada dia que passa vai se apagando vagarosamente. Este seu livro me lembra de acontecimentos que eu já tinha esquecido e me deixa emocionado a cada página que leio” diz o apresentador.




Silvio afirmou se questionar sobre como teria sido vida caso enveredasse pela política. Silvio também projetou as possíveis consequências se tivesse de fato aderido à carreira política. “Hoje, com 90 anos, me pergunto se teria sido bom para mim, para a minha família, para a minha televisão e para as pessoas que gostam de mim ter colocado a faixa verde e amarela que estampa a capa do livro. Sei, porém, que teria sido bom para a causa. E isso me basta. O desafio, então, estava aceito em qualquer circunstância.”
O apresentador, há quase 70 anos na TV, revelou muita emoção ao ler o livro. “Você, com seu talento de escritor e generosidade de amigo, me deixou por diversos momentos com lágrimas de saudade e emoção ao trazer de volta aqueles compromissos.”




Silvío candidato
Em 1989, Silvio anunciou sua intenção de concorrer a presidencia como forma de retribuir à sociedade todas as suas conquistas como apresentador e homem de negócios. O anúncio foi feito durante um dos quadros do Programa Silvio Santos. O caso foi amplamente divulgado pela imprensa. A candidatura, contudo, não se concretizou. EEle encontrar um partido para se filiar e lançar sua candidatura e ficou com o nanico PMB (Partido Municipalista Brasileiro).Nas intenções de voto, Silvio estava com folga na liderança. Mas no dia 9 de novembro de 1989, sua candidatura foi cassada. Eduardo Cunha, na época filiado ao PRN, entrou com o pedido no TSE para extinguir o partido e anular a candidatura de Silvio. Cunha alegava que o PMB havia realizado apenas quatro convenções, contrariando o valor estipulado pela lei na época, de nove convenções.




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