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terça-feira, 27 de outubro de 2020

E se nada for real? Astrônomo diz que existe 50% de chance de estarmos vivendo em uma simulação



 



O astrônomo David Kipping, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, concluiu após estudos baseados no “trilema” de Bostrom do filosofo Nick Bostrom, da Universidade de Oxford, que temos 50 por cento de chances de estarmos vivendo em uma realidade simulada.


O estudo foi divulgado pela Popular Mechanics com o título "Are We Living in a Computer Simulation?" ("Estamos vivendo em uma simulação de computador?", em tradução livre).






O trileme do Bostrom diz que pelo menos uma das três proposições deve ser verdadeira:


As civilizações geralmente se extinguem antes de desenvolver a capacidade de criar simulações da realidade.

Civilizações avançadas geralmente não têm interesse em criar simulações de realidade.

Quase certamente estamos vivendo dentro de uma simulação de computador.


Kipping transformou as duas primeiras proposições em uma, argumentando que ambas resultariam no mesmo resultado: não estamos vivendo dentro de uma simulação.


“Você apenas atribui uma probabilidade anterior a cada um desses modelos”, disse Kipping ao SA. “Nós apenas assumimos o princípio da indiferença, que é a suposição padrão quando você não tem nenhum dado ou inclinação para nenhum dos lados.”


O estágio de análise seguinte exigiu pensar sobre as chamadas realidades “parentais” – aquelas que podem gerar outras realidades – e realidades “nulíparas” – aquelas que não podem simular realidades descendentes.


Se a hipótese física fosse verdadeira, então a probabilidade de estarmos a viver num universo nulíparo seria fácil de calcular: 100 por cento.






E Kipping mostrou que, mesmo na hipótese de simulação, a maioria das realidades simuladas seriam nulíparas. Isto porque à medida que as simulações geram mais simulações, os recursos de computação disponíveis para cada geração subsequente diminuem ao ponto em que a grande maioria das realidades não teria o poder de computação necessário para simular realidades descendentes com seres conscientes.


Kipping também argumenta que quanto mais camadas de realidade uma simulação incorporar, como uma matrioska (boneca russa), a necessidade de recursos computacionais aumentariam.


Na visão de Kipping, a única coisa que poderia provar definitivamente que não estamos em uma simulação seria se o homem conseguisse criar uma simulação perfeita para vida de outros animais complexos. Uma simulação exige uma quantidade massiva de recursos computacionais, então a ideia de que poderíamos criar uma nova simulação estando dentro de uma simulação é bastante improvável.









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