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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Veja casos reais de pessoas que adquiriram novas habilidades após bater a cabeça






Após cair e bater a cabeça, mulher adquire rara habilidade para desenhar

Em 2016, Uma mulher de 49 anos descobriu um incrível talento artístico para o desenho depois que bateu a cabeça ao cair de uma escada. Pip Taylor, de Liverpool, na Inglaterra, sempre gostou de desenhar, mas os professores a desaconselharam por causa da evidente falta de intimidade com os traços. Depois que Pip caiu da escada e bater a cabeça, em 2012, no entanto, tudo mudou. Ela passou a fazer uma média de quatro desenhos por dia, com traços bem elaborados de pessoas e animais.

O acidente aconteceu quando ela descia a escada de um autódromo na cidade de Chester. Ela bateu o lado direito da cabeça e foi levada para o hospital. "Durante o período de recuperação eu comecei a desenhar e logo senti algo diferente", disse Pip em entrevista ao Daily Mail. "Vi que os traços era muito naturais e fiquei espantada com as imagens que eu conseguia desenhar."





Os médicos suspeitam que Pip tem a chamada "síndrome adquirida de Savant", na qual a pessoa passa a ter facilidades em lidar com arte, cálculo e mecânica. Segundo especialistas ouvidos pelo jornal inglês, a habilidade adquirida pode ser explicada quando um dos lados do cérebro compensa o prejuízo sofrido pelo outro lado após um traumatismo craniano.

Segundo o psiquiatra Darold Treffert, o cérebro pode desbloquear áreas ainda pouco utilizadas produzindo novas habilidades.

Pip teme perder esta habilidade de repente, mas segundo os médicos, isso é raro de acontecer

Goleiro norte-americano volta do coma sabendo falar espanhol


Um estudante americano intrigou seus parentes após ter acordado de um coma falando um idioma que não tinha estudado. O caso aconteceu com Reuben Nsemoh, de 16 anos, morador do Condado de Gwinnett, em Geórgia, nos Estados Unidos. As informações são da rede de televisão "Fox News".

De acordo com a publicação,  o estudante estava jogando bola com amigos de escola, quando sofreu um acidente e acabou levando um chute na cabeça. "A ambulância veio e os atendentes disseram que ele estava tendo convulsões porque tinha sagramento no cérebro", disse o treinador do estudante Bruno Kalonji.





O rapaz ficou em coma por três dias. Ao acordar, a supresa: ele havia esquecido como se fala inglês, sua língua natal, e só se comunicava fluentemente em espanhol.

Nsemoh acredita que o idioma estava escondido em seu subconsciente. Em entrevista à emissora local Wsbtv, ele afirma que os amigos falavam castelhano e tentavam ensiná-lo. Além disso, o irmão do jovem também falava a língua latina fluentemente.

De acordo com o psiquiatra Arthur Kümmer, professor da UFMG, é impossível alguém acordar de um coma e falar uma língua que nunca estudou. "O que pode ter acontecido, neste caso, é o garoto ter esquecido que sabia espanhol. Ou, então, ele sabia, mas era inibido para falar.

Australiano volta da coma sabendo falar chinês


Ben McMahon é australiano e fala chinês com perfeição. Mas isso nem sempre foi assim. As razões por trás de seu domínio do mandarim são bem dramáticas: um grave acidente de carro, que o deixou uma semana em coma, em 2012.

“Daquela manhã (da batida), me lembro de eu tomando café na cama. Mas nada além disso”, disse Ben à BBC.

O jovem, que hoje tem 24 anos, já havia estudado mandarim na escola, mas nunca chegou a falar com fluência.

Logo que acordou do coma, falando chinês, ele passou alguns dias sem conseguir se expressar em inglês, sua língua materna.


Jason Padgett, virou um gênio da matemática após sofrer um golpe na cabeça

Jason Padgett deixar de ser um jovem americano festeiro para se tornar um matemático obsessivo e ser reconhecido como um gênio na matéria — com uma habilidade pouco usual: ele pode "ver" números e geometria, não são meras abstrações.

Em 2002, Jason Padgett foi vítima de um brutal ataque. As sequelas foram uma concussão, transtorno de estresse pós-traumático e um interesse repentino por matemática que apenas não existia antes da lesão. Bizarro, não é?





Mas foi exatamente assim que aconteceu: enquanto estava se recuperando, Padgett simplesmente começou a ver o mundo de forma diferente. Aos olhos dele, todas as coisas assumiram um aspecto pixelado. É como se cada imagem fosse um quadro e a ligação entre um e outro não fosse tão rápida e suave como para uma pessoa com visão dita “normal”.

Ele também começou a ver formas geométricas em quase todos os lugares. “Eu vejo as formas e ângulos em todos os lugares na vida real”, contou Padgett. Desde em um simples arco-íris até na água que escorre pelo ralo. “É realmente muito bonito”, completou.


Entenda o que é síndrome adquirida de Savant


Encontrada em mais ou menos uma em cada 10 pessoas com autismo e em, aproximadamente, uma em cada 2 mil com danos cerebrais ou retardamento mental, a síndrome do sábio é citada na literatura científica desde 1789, quando Benjamim Rush, o pai da psiquiatria americana, descreveu a incrível habilidade de calcular de Thomas Fuller, que de matemática sabia pouco mais do que contar. Em 1887, no entanto, John Langdon Down, mais conhecido por ter identificado a síndrome de Down, descreveu 10 pessoas com a síndrome do sábio, com as quais manteve contato ao longo de 30 anos — como superintendente do Earlswood Asylum (Londres). Langdon usou o termo idiot savant (idiota-prodígio), para identificar a síndrome, aceito na época em que um idiota era alguém com QI inferior a 25.


Atualmente, graças aos cerca de cem casos descritos na literatura científica, sabe-se muito mais sobre esse conjunto de habilidades — condição rara caracterizada pela existência de grande talento ou habilidade, contrastando fortemente com limitações que, geralmente, ocorrem em pessoas com QIs entre 40 e 70 — embora possa ser encontrado em outras com QIs de até 114.


Há ainda muito a ser esclarecido sobre a síndrome do sábio. Os avanços das técnicas de imageamento cerebral, entretanto, vêm permitindo uma visão mais detalhada da condição, embora nenhuma teoria possa descrever exatamente como e por que ocorre a genialidade no savantista.






Há mais de um século, desde a descrição original de Down, especialistas vêm acumulando experimentos. Estudos realizados por Bernard Rimland, do Autism Research Institute (Instituto de Pesquisa do Autismo), em San Diego, Califórnia, vêm corroborar a tese de que algum dano no hemisfério esquerdo do cérebro faz com que o direito compense a perda. Rimland possui o maior banco de dados sobre autistas do mundo, com informações sobre 34 mil indivíduos. Ele observa que as habilidades presentes em autistas-prodígio são mais frequentemente associadas às funções do hemisfério direito (incluem música, arte, matemática, formas de cálculos, entre outras aptidões), e as habilidades mais deficientes são as relacionadas com as funções do hemisfério esquerdo (incluem linguagem e a especialização da fala).


A síndrome do sábio afeta o sexo masculino com frequência quatro a seis vezes maior e pode ser congênita ou adquirida após uma doença (como a encefalite) ou algum dano cerebral.


Ser autista não significa necessariamente ser savant, e ser savant também não significa necessariamente ser autista.





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