Universitários fazem 'festas Covid' com aposta para ver quem pega coronavírus primeiro - Itupeva Agora

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quinta-feira, 2 de julho de 2020

Universitários fazem 'festas Covid' com aposta para ver quem pega coronavírus primeiro







Estudantes universitários de Tuscaloosa, no Alabama, participaram de festas na cidade e fora dela nas últimas semanas mesmo sabendo que tinham testado positivo para o novo coronavírus, desrespeitando o autoisolamento de 14 dias destinado a impedir a disseminação da Covid-19, o que pode ter levado a um aumento de casos. A denúncia foi apresentada pela vereadora Sonya McKinstry na quarta-feira (1/7), de acordo com a ABC News.




Os organizadores das "Festas Covid" convidam pessoas que estejam com o coronavírus para intencionalmente tentar disseminar a doença, que já matou mais de 127 mil nos EUA, entre os participantes.

"Achamos que isso era um boato no começo, mas fizemos algumas pesquisas adicionais e não apenas os consultórios médicos ajudaram a confirmar isso, mas o departamento de saúde do estado também tinha as mesmas informações", disse ele, que Smith não disse quantos estudantes infectados haviam ignorado as regras de autoisolamento e também não nomeou as faculdades que frequentavam. Na mesma sessão, a Câmara aprovou uma lei que obriga a população a usar máscaras em locais públicos.

Segundo Sonya, as festas com a "roleta russa do coronavírus" envolvem também apostas. Participantes depositam dinheiro em um pote e quem for o primeiro infectado leva a quantia.




"Isso não faz sentido. Eles estão se infectando intencionalmente", afirmou a vereadora.

O chefe do Corpo de Bombeiros de Tuscaloosa, Randy Smith, confirmou em depoimento na Câmara de Vereadores da cidade que a denúncia sobre as festas universitárias é procedente.

Houve quase dois mil casos de coronavírus e 38 mortes em Tuscaloosa desde o início da pandemia. Em todo o estado do Alabama, foram registradas mais de 38 mil infecções e 947 mortes até esta quarta-feira, mas o número médio de casos registrados diariamente tem aumentado recentemente: mais de 900 nesta terça-feira, com 34 pessoas hospitalizadas. Mais de 20 pessoas morreram, segundo dados do Departamento de Saúde Pública do Alabama.




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