Ataque de escorpião: "Ela gritava e, de repente, perdia a consciência", conta mãe de menina de 4 anos - Itupeva Agora

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sexta-feira, 24 de julho de 2020

Ataque de escorpião: "Ela gritava e, de repente, perdia a consciência", conta mãe de menina de 4 anos






A técnica em enfermagem Gabriela Cristina Francisco de Souza, 23 anos, de Barretos, contou a experiencia de sua filha, Sophya, 4 anos, foi picada por um escorpião enquanto dormia. Para alertar outras pessoas sobre os perigos do ataque do aracnídeo, a mãe resolveu fazer um relato em suas redes sociais. Em apenas um dia, o post teve mais de 3,3 mil compartilhamentos:





"Ainda é dificil falar sobre o assunto, pois, cada vez que lembro, me recordo do sofrimento da minha filha! Mas venho falar sobre o assunto para que vocês, pais e familiares, prestem mais atenção! Tudo começou dia 17 de julho, por volta das 22h30. Estávamos em casa, dormindo — eu, meu marido e minha filha, Sophya —, quando, de repente, ela começou a gritar muito. Acordamos assustados, meu marido acendeu as luzes, sem imaginar o que estava por vir. Ela gritava muito e chorava. Em questão de segundos, eu a virei para ver o que estava acontecendo e veio a surpresa: um escorpião na minha filha. No mesmo momento, a ponto de ele me picar também, eu a puxei e, a partir daí, eu só sabia chorar e gritar. Entrei em pânico! No mesmo momento, meu marido conseguiu matar o escorpião e colocá-lo em um pote, pois tínhamos que levá-lo junto até o pronto atendimento. Então, ligamos para os meus pais. Em menos de 2 minutos, eles estavam na minha casa. Fomos rápido com ela para o hospital.





Ela ja não me respondia; tinha momentos em que chorava e gritava e, de repente, ficava desacordada! Chegamos no hospital em menos de 15 minutos após a picada. Eu entrei com minha filha no colo, desacordada e uma técnica de enfermagem logo tomou ela dos meus braços e saiu correndo, gritando pelos corredores do pronto atendimento que era uma picada de escorpião. Quando adentrei na sala de urgência, lá estava minha filha, deitada, com mais ou menos dez pessoas da equipe em volta dela — médicos, enfermeiras, técnicas e residentes. Ela sem camiseta, pois já havia vomitado tudo, e desacordada. Enquanto uns cuidavam dela, outros vieram para me acalmar, me deram água e, na tentativa de me acalmar, quiseram me tirar da sala. Implorei e deixaram que eu ficasse ao lado da minha pequena. Do lado de fora, minha mãe, meu pai e meu marido orando e aguadando por notícias. Das 23h30 até 4 horas da manhã, o pesadelo parecia não ter fim. Minha princesinha não parava de vomitar e tendo quedas de consciência. Teve um momento que se ela não acordasse e respondesse aos estímulos, teríam que se intubada. Meu chão se abriu, pois não acredita que minha princesa estava passando por aquilo tudo.





Então, os médicos logo pegaram o soro antiescorpiônico e foram injetadas seis seringas, a dosagem máxima, pois ela não respondia. Foram exames atrás de exames, gasometrias atrás de gasometrias, e lá vem a notícia: o veneno do escorpião gostava de coração e, ao que tudo indicava, estava afetando o dela, ocasionando a falta de consciência! Fizeram ultrassom do tórax para ver o coração, e com a glória do Senhor, estava tudo bem com o coraçãozinho da minha princesa. Por inúmeras vezes, ela perdeu o acesso venoso e, com isso, eram picadas e mais picadas. E eu ali, ao lado dela, já não sabia o que fazer mais. Minha vontade era tirar ela de lá correndo, mas eu sabia que tudo aquilo era para o bem dela. Então, com todo amor, carinho e profissionalismo da equipe, minha filha voltou. Já eram 3h20 da madrugada. Eu ouvi que minha filha nasceu de novo! Ela acordou, falou comigo, me abraçou bem forte e aquilo foi como se o céu estava sobre nós! Fomos liberadas no dia seguinte. Toda a equipe abraçou e abençoou minha princesa! Hoje ela está bem, graças a nossa rapidez e rapidez de toda a equipe da Santa Casa."







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