Enfermeiro morto por Covid aos 22 pediu à mãe rosas em enterro - Itupeva Agora

Agora

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Enfermeiro morto por Covid aos 22 pediu à mãe rosas em enterro






Em entrevista ao Portal G1, a mãe do técnico de enfermagem Klediston Kelps, de 22 anos, que morreu vítima de Coronavírus, em Primavera do Leste, no último sábado (25), disse que o filho já sabia que não resistiria à entubação e que ele se despediu da família no dia em que foi para a unidade de terapia intensiva (UTI).

Segundo conversas por aplicativo mostradas pela mãe, Elisângela da Silva Faria, de 40 anos, no dia em que seria entubado, o técnico de enfermagem mandou mensagem para a família, dizendo que poderia não resistir.




Na mensagem à mãe, o jovem disse que, caso fosse a óbito, gostaria de ter flores brancas e uma vermelha no caixão dele.

Elisângela disse que ele também mandou um adeus no grupo da família. A mãe lamentou a perda.

"Eu perdi a coisa mais preciosa da minha vida. Ele era uma luz para mim e na hora em que ele morreu, antes mesmo de saber, eu senti meu filho indo embora", conta.
Elisângela contou que não pôde realizar o desejo do filho, já que, por causa da doença, não houve velório e o sepultamento foi feito com o caixão lacrado.

No entanto, a mãe levou as flores pedidas pelo filho até o local em que ele foi enterrado






O técnico em enfermagem dizia que a mãe foi sua inspiração para escolher a profissão. Elisangela é técnica em enfermagem do Samu. Klediston estava terminando a graduação em enfermagem. "Ele já estava terminando o curso de enfermagem, fazia planos, queria fazer um doutorado. Ele amava essa profissão, era o sonho da vida dele. Sempre contava sobre o trabalho, dizia que não aguentava ver a equipe desfalcada sem ajudar", explicou Elisangela.

A família do técnico em enfermagem acredita que ele foi contaminado pela Covid-19 durante os plantões no trabalho. Klediston havia pegado dengue semanas antes. Por causa disso, o sistema imunológico já estava debilitado.

Junto a isso, a mãe conta que a família tem histórico de cardiopatia e que acredita que a comorbidade possa ter influenciado na recuperação.

Os primeiros testes feitos no jovem deram negativo para Covid-19. Segundo Elisângela, quando Klediston foi diagnosticado, os sintomas já eram mais fortes.




"Ele me mandava mensagem, estava sofrendo. As enfermeiras me falavam que ele rolava de dor", lembra.
Apesar disso, a mãe conta que ainda tinha esperanças e esperava pela saída do filho, mas notou que, nos últimos dias de vida, ele estava se sentindo mais cansado e sem forças.

A prefeitura lamentou a morte do jovem e disse que no trabalho ele era dedicado, atencioso e cuidadoso.


O jovem atuava em um posto de saúde, fazia plantões no setor de urgência e emergência da UPA.

O resultado do exame que confirmou a morte por coronavírus saiu na segunda-feira (27).

Mato Grosso já registrou, até essa segunda-feira (27), 46 mil casos de Covid-19 e 1.669 mortes em decorrência da doença, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Post Top Ad