Funcionalismo Público: Dinheiro e Poder - Itupeva Agora

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03 novembro, 2017

Funcionalismo Público: Dinheiro e Poder

Ministra insatisfeita com 33 mil por mês diz que sua condição é “semelhante ao trabalho escravo”

A sede de dinheiro e de poder da classe política brasileira não tem fim. Hoje, em pleno dia de finados, amanhecemos com uma notícia pra lá de bizarra. A Ministra de Direitos Humanos, Luislinda Valois, entra com uma petição para acumular seu salário de desembargadora aposentada ao de ministra, pois o salário total dos servidores públicos não pode ultrapassar o dos ministros do STF, que ganham um mísero salário de 33,7 mil reais mensais.

O salário da ministra atualmente atingiu esse teto, impossibilitando-a de receber mais. No entanto, os 33 mil por mês não satisfizeram a fome de dinheiro da ministra, que teve a infelicidade de afirmar que a sua situação “se assemelha ao trabalho escravo”. Para ela, a situação só seria digna se os dois salários fossem acumulados, resultando num valor superior a 60 mil reais mensais. A notícia viralizou na internet e logo a sua assessoria informou a respeito da desistência do pedido. Mas aí já era tarde demais. O rosto da ministra já estava estampado em todos os sites de notícias da internet e seu nome jamais seria esquecido.

Isso serve para demonstrar o nível doentio que chegou o funcionalismo público no Brasil. Enquanto uma pessoa tem que se matar de estudar, fazer duas ou três faculdades, ter vinte anos de experiência na área e uma boa pitada de sorte para poder ganhar, no setor privado, 10% do que esta ministra ganha, ela reclama de sua situação de marajá e se compara a um escravo. Ora, escravos somos nós, que derramamos suor e sangue para pagar os impostos que financiam os salários absurdos dos servidores públicos, tais como a senhora Luislinda Valois, que está à frente de um Ministério que só tem servido como cabide de emprego e escudo para vagabundos e criminosos. Direitos humanos para quem trabalha honestamente não existem.

Esse caso lembrou-me de outro muito parecido, onde o deputado do PSOL, Jean Wyllys, reclama abertamente de seu salário, dizendo que ainda ganha o mesmo que ganhava quando era professor. Eu só gostaria de saber de qual professor ele se referia, pois não conheço nenhum que ganhe mais de 26 mil reais. Eu sei disso porque eu mesmo sou professor, e preciso me matar todos os meses para ganhar menos de dez por cento disso. Além disso, ele afirmou que há empresários do setor privado que ganham mais do que ele. O único problema é que os empresários produzem e pagam seus próprios salários. Os funcionários públicos, ao contrário, são pagos com dinheiro público, isto é, imposto que sai do meu e do seu bolso.

É justo que um funcionário público, concursado, eleito ou nomeado, ganhe um salário tão assombroso enquanto nós sofremos para nos manter com migalhas? Uma mudança de mentalidade se faz mais do que necessária. O funcionalismo público se tornou carreira dentro do Brasil. As pessoas estudam para passar em concursos e viver à custa do Estado, mas se esqueceram que o Estado vive à custa de todos. Financiar esse funcionalismo é caro e só gera gente preguiçosa e folgada. Gente que reclama de barriga cheia, ganhando um salário de mais de trinta mil reais para ficar sentada atrás de uma mesa pensando em formas de tornar tudo mais burocrático e dificultar ainda mais a vida de gente que produz e faz o país andar.

Victor Riva - 25 anos, professor, escritor, colunista, estudioso de filosofia, católico e conservador. Provando para o mundo que a grama é verde.

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