OUTUBRO ROSA - Conscientização tem que ocorrer o ano todo - Itupeva Agora

Agora

03 outubro, 2017

OUTUBRO ROSA - Conscientização tem que ocorrer o ano todo

As chances de cura chegam a 80% se o tumor é diagnosticado com tamanho de 1cm
Outubro chegou. E com ele a preocupação de médicos mastologistas que defendem a conscientização sobre a importância da mamografia nos 12 meses do ano. “É fundamental que a sociedade, especialmente as mulheres, tenham conhecimento de que o câncer de mama pode e deve ser identificado em qualquer período do ano. E que o diagnóstico precoce é determinante para maior ou menor chance de cura”, relata o médico João Bosco Ramos Borges, mastologista do Hospital Universitário de Jundiaí (HU) e presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia - Regional São Paulo.

O especialista explica que o número de mulheres com câncer de mama tem crescido em todo o mundo e por isso identificar a doença na fase inicial é essencial. “Se o tumor é identificado com 1 cm, as chances de cura giram em torno de 80%, se identificado com mais de 2 cm as chances caem para 65%. Conforme o tumor cresce, reduzem as chances de cura e, consequentemente, cresce a mortalidade”, relata Dr. Bosco.

Dr. João Bosco Ramos Borges, mastologista, recomenda: prevenção só com mamografia
Segundo o médico, o comportamento das mulheres em relação à mamografia precisa mudar. “Existem muitos mitos sobre o exame que precisam ser esclarecidos, tais como aqueles que ‘a mamografia dói’, ‘receio do que pode dar no resultado’, ‘não ter casos na família’ e tantos outros”, diz ele. E orienta: “Não tem como prever quem vai ter câncer de mama, portanto, a única forma de se ‘evitar’ a doença é fazendo a mamografia periodicamente, e diagnosticando precocemente”, ressalta.

Dr. Bosco acrescenta que, mais que mudar a conduta feminina com relação à realização do exame, é preciso maior engajamento da saúde pública, fazendo o que se chama busca ativa (buscar as pacientes mais resistentes ao exame, através de conscientização e acolhimento). Também envolve postura das unidades de atendimento à mulher. “Para que não haja resistência em fazer a mamografia, a mulher precisa ser bem recebida desde a recepção, que vai dar o primeiro atendimento à paciente, até a assistência médica, que precisa ser clara, acolhedora e preparada”, enumera.

Outro ponto que o médico destaca é que o câncer de mama não deve ser analisado somente sob o aspecto clínico, mas sim de forma integrada. “É uma questão muito delicada para a mulher, vai além da doença. Temos que pensar em aspectos físicos e emocionais, que refletirão em sua vida durante e após o tratamento. Remover uma mama, por exemplo, não é fácil, então é necessário pensar que o tratamento deve envolver a reconstrução e também suporte emocional”, propõem Dr. Bosco. Tais cuidados podem contribuir para uma vida social mais próxima da normal.

Mamografia: quando fazer?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde determinam que a faixa etária dos 50 aos 69 anos é prioritária para a realização dos exames preventivos, pois é neste grupo que ocorre a maioria dos tumores (questão de custos e investimento). A Sociedade Brasileira de Mastologia preconiza a partir dos 40 anos, e em Jundiaí, a Secretaria de Saúde segue este ordenamento (entre 40 e 50 anos detectamos 19% dos cânceres fazendo mamografia e consultas com exame médico das mamas).

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Post Top Ad