Hipocrisia Artística - Por Victor Riva - Itupeva Agora

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26 outubro, 2017

Hipocrisia Artística - Por Victor Riva


A classe artística brasileira tem mostrado nessas últimas semanas que é a melhor do mundo no que faz: fingir ser aquilo que não é. Se tivéssemos que resumir a atividade artística, em especial a do ator e da atriz, poderíamos dizer que a sua função é interpretar um papel, fazer de conta que é outra pessoa ao ponto de incorporá-la durante a sua apresentação. Os atores e atrizes brasileiros esqueceram-se, porém, que só devem fingir durante a cena, e não no mundo real.
A hipocrisia desses mesmos artistas prova que eles se esqueceram mesmo dessa regrinha básica. Inclusive, a título de curiosidade, a palavra hipócrita surgiu justamente nesse meio, o meio artístico. Tanto é verdade que chamamos de hipócrita aquela pessoa que diz uma coisa, mas faz outra, ou então finge ser quem não é.
É o caso do apresentador de TV, Luciano Hulk, por exemplo, queridinho da maior emissora de TV do Brasil e defensor incansável do desarmamento civil. Luciano odeia tanto as armas de fogo, mas tanto, que não consegue dar um passo para fora de sua casa sem uma escolta de meia dúzia de seguranças. E adivinhem só? Esses seguranças todos portam – pasmem – armas de fogo! Ora, mas se as armas de fogo são assim tão perigosas e abomináveis, por que então ele não abre mão de seus seguranças armados?
O mesmo acontece com outro artista famoso, o cantor Gabriel, O Pensador, que de pensador tem apenas o apelido. O cantor milita a favor da liberação da maconha desde que me conheço por gente e também é contra o armamento civil. Duvido que faça um show sem seus seguranças armados para protegê-lo, é claro. No caso de Gabriel, sua bandeira é a paz. No entanto, por esses dias, lançou uma nova música na qual diz estar feliz por “matar o presidente”, decapitá-lo e jogar futebol com a sua cabeça. Pacífico, não?
Wagner Moura, o mesmo que nos presenteou com sua maravilhosa atuação como o Capitão Nascimento de Tropa de Elite, também é mais um pacifista que detesta violência e ódio, mas está prestes a captar 10 milhões de reais pela lei áudio-visual para produzir um filme sobre Carlos Marighella, que talvez poucos saibam, mas era um terrorista comunista. Não podemos nos esquecer também que Wagner Moura também diz detestar o capitalismo e a desigualdade social, mas diz isso, é claro, morando nos Estados Unidos. Por que não Cuba ou Coréia do Norte?
O cantor Caetano Veloso disse em entrevista para um grande jornal, recentemente, que não sabe de onde vem tanto ódio contra a classe artística brasileira. Bem, talvez a gente tenha um esboço de explicação para esse fenômeno neste pequeno texto. Não se trata de ódio contra os artistas, mas de ódio contra a mentira. Brasileiro gosta sim de arte. Brasileiro só não gosta de mentira.


Victor Riva - 25 anos, professor, escritor, colunista, estudioso de filosofia, católico e conservador. Provando para o mundo que a grama é verde.

Um comentário:

  1. Concordo! O mais impressionante é o "baba ovo" do Caetano Veloso, o imbecil do Wagner Moura, dizer que detesta o capitalismo! mas vive no maior país capitalista do mundo (EUA)e que bancar o defensor da desigualdade? Porque ele não vá viver na Coréia do Norte ou em Cuba? Lá tem "igualdade social". E o Caetano Veloso, outro mentiroso, diz que não é "...falta aprender a mentir..." (Jeito de Corpo - CV) se diz pasmo com tanto ódio contra a classe "artística"? Parem de mentir! Hipócritas! defender a igualdade quando se mora numa cobertura no metro quadrado mais caro do falido Rio de Janeiro e dispor de milhares de reais na conta, é fácil protestar. Babaca, prepare-se para se encontrar com o Todo Poderoso! Deus, mas não é esse deus que você prega nas suas músicas(que tem melodias e harmonias realmente lindas).

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