As crianças NÃO SÃO o futuro da Nação - Itupeva Agora

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14 outubro, 2017

As crianças NÃO SÃO o futuro da Nação

Inicio a coluna de hoje, ainda na semana do dia das crianças, com uma frase que talvez deixe muitos de vocês de queixo caído, mas trata-se de uma verdade inconteste: as crianças não são o futuro da Nação. Peço encarecidamente ao leitor que talvez tenha se enfurecido que respire fundo e se acalme, pois tudo será devidamente explicado e esclarecido. Não se faz uma afirmação como essas sem poder prová-la. Provo.

Há uma grande quantidade de pessoas que, de uns tempos pra cá, tomou gosto por opinar a respeito de educação sem sequer ter lido um livro sério na vida, ou ainda sem sequer ter contribuído minimamente para a formação de uma só pessoa em sua vida. Não é o meu caso, pois em meus míseros vinte e cinco anos de vida já contribuí para a formação intelectual de um sem-número de crianças e adolescentes, e mesmo adultos e idosos.

Tenho estudado este tema arduamente durante os últimos cinco anos, desde quando iniciei minha atuação neste campo tão belo que é a educação. Belo e, ao mesmo tempo, perigoso, pois envolve uma responsabilidade imensa. A frase que disse no início do texto, explica-se de modo simples: a criança nada pode aprender por si mesma, senão que aprende tudo de outrem. São os pais, a família, os professores, a Igreja e a sociedade civil que de algum modo formam estas mesmas crianças. Elas, por si mesmas, não são capazes de aprender as coisas. Não sozinhas.

Abandonar as crianças à sua própria sorte e lançar em suas costas a responsabilidade do futuro é, não somente uma covardia imensa, como também uma maldade sem tamanho. Dito isso, fica mais fácil entender que, na realidade, o futuro de nosso país – e mesmo de nosso mundo – não está nas mãos das crianças, e sim nas mãos daqueles que formam estas crianças, ou seja, o mundo será reflexo daquilo que nós fizermos com as nossas crianças.

E o que nós temos feito às nossas crianças, afinal de contas? Temo que nada de muito bom ou proveitoso. O reflexo de nosso mundo hoje prova que não temos formado corretamente nossas crianças. Nossos filhos e filhas estão sendo expostos à doutrinação político-ideológica dentro das escolas, lugar onde deveriam ir para aprender a ler, escrever e fazer contas, e não para aprender como serem bons militantes de esquerda. Essas mesmas escolas acabam por voltar as crianças contra seus próprios pais, forma muito eficiente de se destruir um lar.

Muitos pais adotam uma posição liberal na educação de seus filhos, afirmando que deixarão seus filhos livres para decidirem tudo o que quiserem quando chegarem à fase adulta. Ora, isso me soa mais a abandono do que educação! Dizem isso pois não querem “impor” nada aos seus filhos, mas não se trata de impor, e sim de formar e educar. Nossas crianças foram abandonadas por nós mesmos e os lobos em pele de cordeiro estão à espreita, esperando somente uma oportunidade para tomá-las de nós. Há algo fundamental que muitos pais e demais formadores ainda não compreenderam: se nós não cuidarmos de educar nossas crianças, alguém o fará em nosso lugar, e provavelmente fará mal feito.

Se nós não o fizermos, a televisão o fará, e é por isso que nós devemos fazê-lo, para não permitir que estranhos deformem e deseduquem nossos filhos e filhas. Os filhos pertencem às famílias, e não ao Estado, partidos políticos ou à televisão, portanto são elas – as famílias – que devem educá-los.
O futuro do nosso País depende da educação que damos às nossas crianças hoje. Não negligenciemos os nossos pequeninos. Lembremo-nos das palavras do Cristo: “Caso alguém escandalize um destes pequeninos que crêem em mim, melhor seria que lhe pendurassem ao pescoço uma pesada mó e fosse precipitado nas profundezas do mar”.

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