A Arte como Justificativa para o Crime - Itupeva Agora

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01 outubro, 2017

A Arte como Justificativa para o Crime

Por Vitor Riva
O que assistimos acontecer no Museu de Arte Moderna em São Paulo nesta última semana foi o estabelecimento de uma nova premissa: tudo é permitido, desde que seja “arte”, até mesmo cometer crimes.

O caso da “performance artística” La Bête, e poucas semanas atrás o do QueerMuseu que rendeu um boicote histórico ao banco Santander, são provas factuais do que eu estou dizendo. Qualquer coisa agora está permitida em nome da arte. Basta dizer que aquilo que você está fazendo se trata de uma performance artística, cujo único fim é a abertura ao diálogo. Com essa argumentação na manga você pode até mesmo ficar nu diante de crianças e “convidá-las” a tocar o seu corpo, como fez o “artista” da apresentação supracitada. Evidentemente isso vai chocar as pessoas, mas basta taxá-las de preconceituosas e acusá-las de querer fazer censura e então automaticamente você se torna a vítima e elas as culpadas.

É claro que poderíamos questionar aqui também como o nosso entendimento da arte, que antes era o afresco da Capela Sistina, decaiu ao ponto de se tornar um marmanjo despido mostrando as parte indevidas a crianças, ou então o porquê das pessoas envolvidas nessa “performance” ainda não estarem presas, mas há outra questão ainda mais intrigante que ficou no ar depois destes episódios tão tristes: onde eles querem chegar com isso?

Evidentemente, a arte tem sido usada pelo movimento revolucionário como uma ferramenta de transformação social e cultural, onde primeiramente ela choca, depois ela acostuma, depois cria aceitação para, por fim, normatizar e proibir que se diga qualquer coisa contrária. O modus operandi é esse, e isso está bem claro agora, depois destes dois episódios. O objetivo final é normatizar a pedofilia e até mesmo outras práticas, como a zoofilia, que apareceu nas exposições do QueerMuseu, No entanto, eles não podem simplesmente introduzir essa idéia e defendê-la abertamente, de cara. É preciso primeiro preparar a população para que ela aceite aquilo de maneira mais pacífica.

O primeiro passo é o choque, que vem através de uma insistência mórbida em práticas como as que vimos nessas últimas semanas. É justamente nessa etapa que estamos agora. Depois desse choque inicial a população vai começar a se acostumar com a idéia, já que ela se repete com tanta freqüência. É como quando você vê algo pela primeira vez. No início aquilo te surpreende muito, mas com o tempo vai se tornando comum, habitual, normal. O objetivo é justamente esse: acostumar a população a isso, e depois de acostumada, a população tende a aceitar com mais facilidade.

Uma vez que a prática se torne comum e seja aceita, vem a quarta e última etapa, que é a normatização. Ou seja, o objetivo final, que era a legalização da pedofilia, está concluído, tudo isso através de um processo sutil e paciente, que foi sugerindo a idéia aos poucos para que quando nos déssemos conta, fosse tarde demais.

Sorte a nossa de que isso ainda esteja em fase inicial. Caso contrário seria praticamente impossível reagir. O que devemos fazer agora é mobilizar todo tipo de boicote e ações contra toda e qualquer pessoa ou instituição envolvida. Não faz mal lembrar que o ato obsceno e o crime de ultraje a culto (que ocorreu no caso do QueerMuseu Santander) são crimes previstos no código penal. A sociedade brasileira não aprova esse tipo de coisa. Basta olhar para a queda nas ações do banco Santander para ter a prova disso. Milhares de clientes fecharam suas contas por causa do ocorrido. A resistência a esse tipo de coisa é natural e, sob certo ponto de vista, até um dever de todo cidadão. Não se opor ao erro é consentir com ele.

Victor Riva

25 anos, professor, escritor, colunista, estudioso de filosofia, católico e conservador. Provando para o mundo que a grama é verde.




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