Unidade de saúde vandalizada por menores teve 600 prontuários queimados


Posto da Vila São João, em Itupeva, vai deixar de prestar 350 atendimentos nesta 2ª. Irmãos de 10 e 13 anos devem se apresentar com a mãe na Vara da Infância e Juventude. Cerca de 600 prontuários médicos foram queimados durante a ação de vândalos na unidade básica de saúde da Vila São João, em Itupeva (SP). O local foi invadido por dois irmãos menores de idade, de 10 e 13 anos, no fim da semana passada.

O posto é referência para quatro bairros da região e atende cerca de 15 mil pessoas, mas por conta do vandalismo, o local vai permanecer fechado e reabrir na quarta-feira (21). Enquanto os funcionários trabalham para organizar pastas e documentos, 350 atendimentos deixarão de ser feitos somente nesta segunda-feira (19). ''É um transtorno muito grande e prejudica a população, infelizmente. Vamos entrar em contato com todos os pacientes, inclusive os que estão perdendo o agendamento médico hoje e amanhã. Vamos entrar em contato e agendar novamente para fazer o exame, passar com o médico, tudo certinho", diz a secretária da Saúde, Lúcia Chechinato.

Os menores de idade que invadiram a unidade de saúde, e também a escola municipal Thereza Angelina Lourençon, devem se apresentar com a mãe na Vara da Infância e Juventude da cidade.


Prejuízos

Os prejuízos causados pelos vândalos ainda é calculado pela Prefeitura de Itupeva, mas os estragos assustaram os funcionários. Na unidade de saúde os menores de idade arrancaram o sistema de alarme, desmontaram a cadeira do dentista, espalharam materiais em uma pia, reviraram armários e gavetas de todas as salas. Equipamentos foram quebrados e documentos queimados. "Prontuário é uma documentação. Quando o paciente passa, tudo aquilo que ele sente é registrado ali. Isso é preocupante porque quando o médico consegue puxar o histórico do paciente que fica todo registrado ali. Além de exames [perdidos] que a gente ainda não tem noção de quantos foram queimados. Mas isso é mais fácil reaver por conta do laboratório", explica a enfermeira responsável Heloísa Helena Lebrero Simão.

Já na escola municipal, os irmãos jogaram ovos da merenda nas paredes, mexeram no material escolar que estava guardado, bagunçaram o armário com produtos de limpeza e jogaram panos e embalagens no chão. Apesar dos estragos, as aulas não foram suspensas.

Fonte: G1


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