Jundiaiense é vítima do “mata louco” no Jardim Itatinga


Segundo publicado no 'Jornal da Região', um jundiaiense prestou queixa na Polícia Civil por ter sido vítima do chamado golpe “mata louco”, aplicado por prostitutas e seus seguranças no Jardim Itatinga, em Campinas. As garotas de programa induzem os clientes a consumirem bebidas e na saída da casa as vítimas são extorquidas a pagar valores acima de R$ 1 mil. No caso do jundiaiense ele teve de entregar a senha do cartão do crédito e foram descontados R$ 4.660,00.

De acordo com a Polícia Militar de Campinas os casos de extorsão são frequentes e muitas vezes as vítimas não prestam queixa, com vergonha. Mas quando há denúncias os policiais fazem prisões. Neste ano o “Jornal da Região” já publicou o caso do Batalhão de Ações Especiais da PM (Baep) que prendeu quatro pessoas, sendo dois homens (seguranças) e duas garotas de programa, da avenida Pacaembu, que fizeram um cliente pagar mais de R$ 1 mil.

No ano passado a Polícia Civil de Sorocaba prendeu quatro pessoas que fizeram quatro jovens do município como reféns, para pagamento de altas quantias. Jornalistas de Campinas informam que toda semana há vítimas do golpe aplicado por prostitutas e seguranças. Em alguns deles as vítimas são agredidas violentamente e ficam desaparecidas por vários dias.

Também há registros da Polícia de cárcere privado (sequestro relâmpago) dos clientes, até o pagamento das dívidas. Uma garrafa de água de 510 ml chega a custar R$ 500,00 ou mais. Há informações ainda de homens que ficam “presos” em algumas casas até que seja paga a liberdade. O “mata louco”, segundo alguns policiais, foi criado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), para aumentar o faturamento da organização criminosa.

Matéria: Jornal da Região Ivan Machado.

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