Voluntários fazem abaixo-assinado para Ministério da Saúde manter o Grendacc - Itupeva Agora

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22 junho, 2017

Voluntários fazem abaixo-assinado para Ministério da Saúde manter o Grendacc


Com credenciamento, pasta repassaria cerca de R$ 200 mil por mês para ajudar nas despesas da unidade. Sem a ajuda, local corre o risco de fechar.

Voluntários do Grupo em Defesa da Criança com Câncer (Grendacc) estão colhendo assinaturas nas ruas e lojas de Jundiaí (SP) para um abaixo-assinado pedindo que o Ministério da Saúde faça o credenciamento para repasse de verba ao hospital. Sem a ajuda, a unidade corre o risco de fechar. Foram gastos R$ 3 milhões na construção para dar atendimento adequado às crianças com câncer. São 16 leitos, com centro cirúrgico e UTI. A entidade se baseava nas regras do Ministério da Saúde que não exigia número mínimo de leitos para fazer o credenciamento federal. Com isso, o Ministério deveria repassar um valor estimado em R$ 200 mil por mês. O dinheiro ajudaria o hospital a manter as despesas, estimadas em R$ 800 mil mensais.


No dia 22 de março deste ano, os documentos foram protocolados no sistema e uma semana depois foram rejeitados. Mas foi no dia 31 de março - nove dias depois - que o Ministério da Saúde divulgou uma portaria exigindo no mínimo 60 leitos para credenciar um hospital. "Uma decepção enorme. É um trabalho de 20 anos que hoje a gente vê que pode ser jogado fora", diz Verci Butalo, presidente do Grendacc.

Os representantes do Grendacc esperam que o ministro da Saúde mude a posição e credencie o hospital de Jundiaí. Eles não descartam a possibilidade de acionar a Justiça para receber o repasse mensal.



Angústia

O Grendacc garante tratamento gratuito e melhora a qualidade de vida não só para as crianças com câncer, como também para as portadoras de doenças hematológicas, ortopedia oncológica, neurologia, nefrologia e cardiologia. O atendimento é voltado para bebês e adolescentes até 19 anos.
Uma das pessoas atendidas é a filha da dona de casa Dinamara Rosa de Itupeva. Ela conta que deixou o trabalho há 6 meses para cuidar da menina. Além da preocupação com a saúde da filha que está internada, Dinamara também se sente angustiada com a situação do hospital.


"Durante a químio ela fica bem debilitada para deslocar de uma cidade para a outra. É bem difícil para ela, porque ela passa mal", diz a mãe.


Fonte: G1

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