Sem prazo para reabrir, Hopi Hari propõe troca de ingressos para visitantes que tiveram prejuízo com fechamento - Itupeva Agora

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15 maio, 2017

Sem prazo para reabrir, Hopi Hari propõe troca de ingressos para visitantes que tiveram prejuízo com fechamento


De acordo com a nota oficial do parque, passaportes são válidos até o dia 31 de dezembro. Clientes que quiserem reembolso do dinheiro também poderão solicitar.

parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo (SP), anunciou na manhã deste domingo (14), em nota oficial, que vai disponibilizar a possibilidade de troca de ingressos, até o dia 31 de dezembro, para os visitantes que tiveram prejuízo com o fechamento do complexo, anunciado na sexta-feira (12), e não conseguiram usar os bilhetes. Os clientes que não foram avisados sobre a suspensão das atividades e foram ao local no sábado (13) reclamaram da falta de comunicação e da perda dos passaportes. A presidência não deu prazo de reabertura. O Hopi Hari ainda informou que os passaportes disponibilizados aos clientes que compraram os ingressos e não puderam usar por conta do fechamento do parque serão válidos também para a "Hora do Horror", uma das principais atrações do local, e terão "vantagens adicionais". Além disso, será oferecida a possibilidade de reembolso. De acordo com a nota, mais informações podem ser obtidas no site oficial.

"Naturalmente, daremos também todo o apoio e facilidades para quem preferir optar pelo reembolso do valor dos ingressos", diz a nota do parque.

Surpresa

Após o anúncio da suspensão, os visitantes foram pegos de surpresa e ficaram revoltados. Uma das faixas da Rodovia dos Bandeirantes (SP-348) que dá acesso ao local foi interditada pelos funcionários. O anúncio do fechamento foi feito na sexta-feira (12). Parte dos clientes que compraram ingresso para o parque é de outras cidades e teve despesas com combustível, pedágio e até hotel. A publicitária Thaís Piveto afirmou que chegou a imprimir o voucher do ingresso no site e não foi avisada sobre o fechamento. “Vou fazer um boletim de ocorrência e procurar meus direitos”, disse.

Parque fechado

Em uma reunião com a direção do parque nesta tarde, os funcionários foram informados que terão uma licença remunerada de um mês. O estabelecimento enfrenta uma grave crise financeira desde 2012. A suspensão das atividades foi anunciada por meio de nota. No documento, o presidente do parque afirmou que a pausa é para “respirar e voltar à luta”. No entanto, não menciona prazo para reabertura. A presidência ainda relacionou a interrupção das atividades com a cobertura feita pela imprensa, que noticiou recentemente a grave crise enfrentada pelo parque, que, inclusive, estava funcionando à base de gerador por falta de pagamento à Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL).
O parque já tinha limitado os horários de funcionamento, se restringindo ao fim de semana - sexta, sábado e domingo -, mas mantinha a venda de ingressos no site oficial. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Parques de Diversão (Sindiversão), desde fevereiro os funcionários estão sem receber os salários e muitos nem possuem registro.

Na sexta-feira, a entidade informou que não foi notificada oficialmente do fechamento do parque e disse que tem tentado fazer contato com a diretoria da atração, mas sem sucesso.

Crise no Hopi Hari


No dia 29 de abril, o novo presidente do parque, José Luiz Abdalla, disse que como o estabelecimento mudou de gestão passava por um período de transição e que o estabelecimento estava em fase de reestruturação. Ele disse também que estava tomando todas as providências para garantir o funcionamento do estabelecimento comercial. No ano passado, a Justiça aceitou o pedido de recuperação judicial feito pelo parque de diversões. A solicitação é uma tentativa da empresa de se reorganizar para pagar as dívidas e evitar a falência.

Morte no parque

Em janeiro, a Justiça condenou três funcionários do parque de diversões Hopi Hari pela morte da estudante Gabriela Yukari Nichimura em fevereiro de 2012. De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), os réus receberam a sentença de 2 anos e 8 meses de prisão no processo por homicídio culposo, mas o juiz reverteu a pena para prestação de serviços à uma comunidade e pagamento de um salário mínimo para uma entidade social. Segundo a nota oficial do TJ-SP, outros cinco funcionários foram absolvidos. De acordo com o promotor do caso, Rogério Sanches, o processo foi desmembrado e a condenação publicada abrange apenas os que trabalhavam na operação e manutenção do brinquedo que a adolescente caiu.

Os outros quatro réus são ex-diretores e o ex-presidente do parque Armando Pereira Filho, que havia sido excluído do julgamento, mas voltou ao processo após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Eles não têm prazo para serem julgados. O Ministério Público disse na época que ia recorrer da absolvição de quatro funcionários.

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