O Brasil está mudando? - Por Miguel Haddad - Itupeva Agora

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10 maio, 2017

O Brasil está mudando? - Por Miguel Haddad


Para entender os acontecimentos atuais precisamos nos desvencilhar das emoções do momento, sujeitas a manipulações de interesses corporativos e, de forma isenta, qualificar o presente a partir de uma perspectiva histórica.

Sem ir muito longe, podemos dizer que vivemos hoje as consequências do movimento deflagrado pelas grandes manifestações públicas do povo brasileiro, que, no passado recente, exigiu a saída do PT do poder e o prosseguimento, sem qualquer partidarismo, das investigações iniciadas pela Operação Lava Jato.

Como consequência, tivemos o impeachment de Dilma Rousseff e o aprofundamento, de forma inédita na história nacional, das investigações. O que daí resultou? Com o surgimento da verdade dos fatos, que antes eram acobertados, ficou claro – como disse o comandante do Exército Brasileiro, general Villas Boas, ao condecorar o juiz Sérgio Moro com a Ordem do Mérito Militar – que estamos em meio a duas crises, de proporções inéditas em nossa história: uma crise política e uma crise econômica.

A vantagem das crises, talvez a única, é que sua urgência impede a prática rotineira de varrer os problemas para debaixo do tapete. Os seus desafios são incontornáveis e se mostram de forma concreta e com clareza. Talvez forçados por isso, podemos dizer que o caminho a seguir está dado.

Para enfrentar a crise política temos de assegurar o prosseguimento das investigações, sem partidarismos. Objetivamente, no Legislativo, aprovar as 10 medidas contra a corrupção, acabar com o foro privilegiado, cujo relatório acaba de ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, impedir o voto em lista fechada e não aprovar a lei de abuso de autoridade.

Em relação à crise econômica, tomamos uma série de medidas. Hoje os 13,5 milhões de brasileiros desempregados clamam por isso. O acerto dessas medidas pode ser comprovado por seus resultados: diminuição da inflação e dos juros e desenvolvimento econômico voltando a apresentar índices positivos.

Ao fazer frente a duas crises simultâneas, com medidas concretas, seguindo a ordem constitucional, estamos construindo um Novo Brasil, um país no qual os poderosos não têm mais a certeza da impunidade e a economia poderá prosperar, continuamente, sem retrocessos, criando mais e melhores oportunidades para todos.

Talvez seja por isso que a palavra crise é vista também como um sinônimo de oportunidade.

Miguel Haddad é deputado federal

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