Morre jovem que lutava contra leucemia e sonhava ser policial militar

Corpo de Danilo João de Alcântara, de 18 anos, foi velado e enterrado no Cemitério Municipal de Jarinu com honrarias militares. Rapaz recebeu visita de PMs durante internação.


O jovem Danilo João de Alcântara, de 18 anos, que sonhava ser policial militar morreu no fim de semana em Jundiaí (SP). Há quatro meses ele foi diagnosticado com leucemia e lutava contra a doença. O corpo do jovem foi velado e enterrado no Cemitério Municipal de Jarinu, cidade onde mora a família, nesta segunda-feira (22). O irmão do jovem, José Carlos Boccoli, contou ao G1 que Danilo deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital São Vicente, em Jundiaí, e foi transferido para um quarto, onde estava recebendo cuidados paliativos e passou os últimos momentos com a família.

Soldado Danilo

Em abril, Danilo recebeu uma visita dos policiais militares do 11º batalhão de Jundiaí no hospital. O jovem chorou, ficou feliz com a surpresa e com os presentes que ganhou, até posou para fotos usando o quepe da PM. Ele - que tinha o sonho de ser policial desde pequeno - se mostrava otimista com a recuperação.

"Tivemos uma conversa com o médico, que aconselhou que ele ficasse com a família fora da UTI. O câncer venceu o meu irmão, mas o que os policiais fizeram por ele foi muito importante. Foram fundamentais no esforço que o Danilo fez nessa luta contra a leucemia", diz o irmão.

Mas o quadro clínico do jovem se agravou, pois, além do tratamento e da quimioterapia, ele precisava também do transplante de medula. Danilo chegou a se inscrever para prestar o concurso para soldado, mas não pôde realizar o exame por conta da internação para tratar a doença. No domingo (21), o jovem morreu no hospital e o corpo foi levado a Jarinu para ser enterrado. Policiais militares, amigos e familiares estiveram presentes no velório e prestaram homenagens.

"Foi lindo, nos confortaram com algumas palavras e carregaram o caixão do Danilo. Agradeço ao Sargento Alan, ao Tenente Ruiz, à Soldado Samanta, em especial, e a todos do 11º batalhão da PM de Jundiaí por terem motivado-o. Meu irmão foi homenageado e enterrado como soldado Danilo", afirma José Carlos.


Fonte: G1


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