Hopi Hari tem registro de companhia aberta suspenso pela CVM

Empresa descumpriu norma sobre divulgação de informações.


Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou nesta quarta-feira (24) que suspendeu o registro de companhia aberta do Hopi Hari. Segundo o órgão, a decisão foi tomada porque a empresa desrespeitou, há mais de um ano, a regra que obriga as companhias a prestar informações. Sem o registro de companhia aberta, o Hopi Hari não pode negociar ações, debêntures e outros papéis da empresa em qualquer mercado. No entanto, a suspensão não exime o parque da responsabilidade por eventuais infrações cometidas antes do cancelamento, explicou a CVM em nota.

O Hopi Hari negociava na BM&FBovespa ações preferenciais (que dão ao acionosta preferência na distribuição de dividendos) e ordinárias (com direito a voto em assembleias da empresa) até o dia 28 de abril. A partir de 2 de maio, a empresa teve essas negociações suspensas, por irregularidades na divulgação de informações. As informações são da CVM. O G1 procurou a empresa para comentar a decisão às 10h05, e aguarda retorno.

Crise no Hopi Hari

O parque Hopi Hari, em Vinhedo (SP), que passa por dificuldades financeiras e tenta na Justiça uma recuperação, anunciou no dia 12 de maio a suspensão de suas atividades por prazo não informado.
O parque já havia limitado os horários de funcionamento, se restringindo ao fim de semana, mas mantinha a venda de ingressos no site oficial. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Parques de Diversão (Sindiversão) , desde fevereiro os trabalhadores estavam sem receber os salários até o fechamento do parque.

Em dificuldades financeiras, o Hopi Hari já havia tido corte no forcecimento de energia elétrica por falta de pagamento. No ano passado, a Justiça aceitou o pedido de recuperação judicial feito pelo Hopi Hari. A medida é uma tentativa da empresa de reorganizar as dívidas e evitar a falência. Com dívidas que somavam R$ 330 milhões à epoca do pedido de recuperação judicial, o Hopi Hari tem entre seus principais credores o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
No dia 29 de abril, o novo presidente do parque, José Luiz Abdalla, disse que o parque estava em fase de reestruturação.

Fonte: G1


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