Reajustes nos salários do serviço público em Itupeva geram protestos nas redes sociais - Itupeva Agora

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06 fevereiro, 2017

Reajustes nos salários do serviço público em Itupeva geram protestos nas redes sociais


O aumento de salário de 18,14% do prefeito, vice, secretários e outros cargos, além dos 9,28% de todos os comissionados, tem repercutido na região, ganhando destaque, inclusive, na capa do Jornal de Jundiaí. Vários comissionados contratados pelo prefeito buscaram justificar o aumento responsabilizando a gestão anterior, no entanto, muitos leitores questionaram, junto ao Itupeva Agora, se o aumento poderia ter sido evitado. E a resposta é Sim.
Para manter o congelamento dos salários, bastaria apenas editar um novo decreto, mantendo contingenciado os salários, uma ação bastante simples e, para citar um exemplo, adotada pelo prefeito com relação ao reajuste do IPTU, que vinha sendo calculado com base no IPCA e, segundo a Prefeitura, “aplicado equivocadamente pela gestão anterior”. A questão é que o procedimento é o mesmo.
A repercussão do reajuste, em um momento em que a Prefeitura tem declarado déficit de mais de R$ 150 milhões, decretou o não pagamento de fornecedores por 90 dias e segue sem definição de pagamento da segunda parcela do 13º salário e do auxílio-combustível dos servidores, gerou uma onda de protestos nas redes sociais.
“Agora tem um áudio dizendo que não pode fazer nada conversa pra boi dormir, um decreto só acaba quando vem outro e o Marcão podia ter feito um decreto pra continuar o congelamento, mas não né, vergonha de ser brasileira”, indignou-se uma leitora, se referindo às explicações que têm sido veiculadas por defensores do aumento.
“Prefeitura de ITUPEVA não tem um rombo de 159 milhões senhor Prefeito? Essa é maneira do senhor ‘Salvar Itupeva’, parece que os senhores querem salvar suas contas bancárias! Senhores e senhoras munícipes itupevenses, não seria a hora de reunirmos, no intuito de fazermos grupo de trabalho para fiscalizar as atuações dos legisladores de nossa cidade? Votamos, mais que justo começar a cobrar o bom uso do dinheiro público. Quem topa?”, disse outro leitor indignado.
“Grandes cidades congelando os salários, muitas até 2020... E aqui a 1ª meta é aumentar drasticamente os salários! Parabéns, começaram bem”, ironizou um terceiro dos mais de comentários recebidos só na Página do Itupeva Agora, quase todos de indignação e protesto.
Segundo o JJ, Itupeva foi a única cidade da região a adotar essa postura. Em Campo Limpo Paulista, por exemplo, a Prefeitura apontou que “não houve reajuste (para comissionados) e não há previsão, tendo em vista a situação financeira do município, que é crítica”. Jarinu também informou que prefeito e vice não entram no reajuste de 8,50% fornecido a todos os servidores no ano passado.
Em São Paulo, o prefeito João Doria vetou o aumento de seu próprio salário e de todos os secretários em seu primeiro ano de mandato.

Reajuste dos vereadores

Muitos leitores também voltaram a questionar o reajuste dos vereadores, que foi estipulado em 2013 para o novo mandato (2017/2020) e elevou o salário para cerca de R$ 9 mil, um reajuste de aproximadamente 100%.
Em São Paulo, apenas para base de comparação, um aumento de 26,3% nos salários dos vereadores foi proibido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. "A fixação dos subsídios dos vereadores mostra-se incompatível com os primados da moralidade, da proporcionalidade, da razoabilidade e da economicidade, em especial ao considerar-se ter sido levada a efeito em momento a exigir absoluta cautela no trato das receitas públicas, situação que deveria mesmo ser usual, como de rematada sabença", diz uma liminar (provisória) proferida pelo desembargador Borelli Thomaz.
Segundo o presidente da OAB-SP, Marcos da Costa, o desrespeito à Constituição é claro diante da crise econômica no país. "Temos mais de 12 milhões de desempregados. Estados e municípios com dificuldades enormes em cumprir com suas obrigações financeiras. O momento é de contenção e de redução de gastos", informou a Folha de São Paulo.

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