Prefeitura notifica empresa e pode cancelar concurso de 2016 - Itupeva Agora

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17 fevereiro, 2017

Prefeitura notifica empresa e pode cancelar concurso de 2016


A prefeitura de Itupeva, alegando uma série de questões, pediu auditoria do concurso público realizado em 2016, que contrataria funcionários públicos para diversas áreas, entre elas, educação e Saúde .
Segundo documento emitido pelo prefeito Marcão Marchi e publicado no Diário Oficial dos Municípios, dentre as alegações questionadas há o "impacto financeiro" dos novos funcionários públicos concursados, no entanto, paralelo a auditoria e conforme noticiou o Itupeva Agora, até o momento já foram contratados mais de 200 funcionários em cargos de livre nomeação (comissionados), muito mais do que previa a contratação dos aprovados no concurso.
A medida tem causado estranhamento entre várias pessoas que prestaram o concurso e que agora não sabem o que será feito, se a prefeitura ou a Funrio, empresa que aplicou o concurso, irão ressarcir os valores de todos os candidatos e o que será feito com aqueles que já haviam sido aprovados, aguardando apenas a convocação, que, no caso dos educadores infantis, já foi "desconvidado", pela prefeitura.
Vale destacar também que, embora aponte "falta de condições financeiras" para as contratações dos aprovados no concurso (que tem prazo de 2 anos para ser feita a partir da realização do concurso, podendo ser prorrogado por mais dois anos), o prefeito descongelou o reajuste de salário dos cargos em comissão, incluindo o seu, que ultrapassa os R$ 3 mil no mês. O impacto financeiro desse reajuste ultrapassa, em muito, R$  meio milhão de reais no ano, apenas considerando os cargos com 18% de reajuste.
Aparentemente, nem a enorme dívida deixada pela gestão passada foi suficiente para impedir o aumento.




Funcionalismo público

Os servidores públicos continuam sem resposta para o pagamento da segunda parcela do 13 salário e da liberação do auxílio-combustível, bloqueado já há mais de um mês. 
Alegando a crise financeira da cidade, o prefeito Marcão Marchi, até o momento, ainda não voltou a se manifestar. Na semana passada, o prazo para informações era o da sexta-feira anterior e 10 dias para o auxílio, mas nada foi divulgado e os servidores continuam sendo ignorados. Além disso, a cesta básica do mês de fevereiro será distribuída só em março.
Enquanto isso, servidores e população se perguntam se a maneira de lidar com a crise e corrigir o que o prefeito chama de tsunami financeiro inclui aumentar o próprio salário e contratar comissionados em detrimento de aprovados em concurso público. 



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