Mulher morre em ambulância enquanto aguardava vaga em hospital - Itupeva Agora

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21 fevereiro, 2017

Mulher morre em ambulância enquanto aguardava vaga em hospital


Uma idosa de 67 anos morreu dentro de uma ambulância, em frente ao Hospital Regional de Jundiaí (SP), neste domingo (19). Segundo informações do boletim de ocorrência, a paciente que teve sequelas de um AVC esperava por uma vaga que teria sido liberada, mas foi negada pelos atendentes do hospital. Ela teria sido atendida, inicialmente, em um pronto-atendimento de Cabreúva (SP).

Para identificar as responsabilidades do atendimento prestado à paciente, a Secretaria de Saúde do Estado determinou a abertura de uma sindicância e solicitou esclarecimentos junto à direção do hospital, bem como à Central de Regulação e Ofertas e Serviços de Saúde (Cross). Ainda segundo a pasta, o plantonista que teria se recusado a atender a mulher já foi afastado das funções preventivamente e pode ser demitido.

O Conselho Regional de Medicina também será informado sobre o caso, tanto pela Secretaria de Saúde do Estado como pela Prefeitura de Cabreúva (veja nota na íntegra abaixo).
Virgínia Aparecida Armoa morreu enquanto esperava atendimento. A paciente teve sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e apresentou piora no quadro de saúde. De acordo com informações do boletim de ocorrência, a paciente foi levada ao pronto-atendimento do Jacaré, em Cabreúva.
Entretanto, o local não tinha recursos para o tratamento e pediu uma vaga para a Cross. A ordem era seguir para o hospital como atendimento imediato e um médico estaria esperando pela mulher. A ambulância ficou parada por quase uma hora e a família conta que a demora foi causada pela falta de vagas. Por isso, a internação não foi autorizada.

A filha da paciente, Andréa Armoa Barbonalha, registrou um boletim de ocorrência como morte suspeita e está inconformada com a perda da mãe. "Por que liberou a vaga depois falou que não existia mais? Por que fazem uma coisa voltam atrás? Tem que ser revisto. De repente você vê sua mãe sendo retirada da ambulância e ser colocada para o pessoal do IML, é desagradável; na porta do hospital a gente não espera que isso aconteça jamais", desabafa.
A Prefeitura de Cabreúva informa que a paciente Virginia Aparecida Armoa, de 67 anos, chegou ao Pronto Atendimento Médico (PAM) Antônio Baradel no dia 19 de fevereiro de 2017. Ela estava em uma casa de repouso e foi encaminhada ao PAM com sequela de AVC isquêmico, rebaixamento do nível de consciência, pressão arterial inaudível e respiração agônica. A paciente apresentava ainda sinais infecciosos graves, decorrente de infecção pulmonar.

Devido ao rebaixamento de consciência e baixa oxigenação do sangue, a paciente precisou ser entubada. Como apresentava sinais de choque séptico, foram utilizadas medicações para estabilização. Neste momento, a equipe do PAM solicitou vaga para um hospital referência (obrigação do Estado), a fim de fornecer ao paciente o tratamento adequado para sua urgência. Mesmo com tratamento e medidas de estabilização, houve pouca melhora do quadro.

O pedido da vaga foi regulado pela Central de Regulação de Serviços de Saúde do Estado de São Paulo, onde solicitaram que a paciente fosse encaminhada para o Hospital Regional de Jundiaí como “vaga zero”, ou seja, para atendimento imediato. Chegando ao referido hospital, a paciente não pode entrar, pois o caso foi rejeitado pelo médico que prestaria o atendimento. A Prefeitura repudia a atitude do profissional e informa que encaminhará o caso para as devidas providências junto ao Conselho Regional de Medicina e a Diretoria Regional de Saúde.

Fonte: Portal G1



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