Hopi Hari pode ganhar Praia Artificial - Itupeva Agora

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23 fevereiro, 2017

Hopi Hari pode ganhar Praia Artificial


Funcionários empolgados e credores preocupados. Resumidamente, é dessa forma que os envolvidos na operação do Hopi Hari reagiram à chegada do novo investidor, José Luiz Abdalla.

Egresso do mercado imobiliário e de uma família de banqueiros (o pai, Anésio Abdalla, foi sócio do BCN), o empresário assumiu o controle do Hopi Hari com um projeto de investimento arrojado, respaldado por um discurso arrebatador: “Transformar o parque no maior centro de entretenimento da América Latina”.

Para fazer isso, ele promete reformar a estrutura atual, inaugurar uma praia artificial ao estilo da Disney’s Blizzard Beach, da Flórida, e construir um resort com 1,2 mil unidades a serem comercializadas no modelo de time sharing – quando os investidores adquirem uma cota de cada apartamento no projeto de incorporação.

Sem apresentar as cifras necessário para o projeto, Abdalla dá como credencial seu histórico de colaboração com a Cyrela e a rede espanhola Meliá Hotels International, atuando como o responsável por levantar recursos.

Ele diz que já abriu negociação com fundos especializados em operações de risco, como o Exxpon, que investe capital de três grupos americanos, dentre eles a Lamb Partners, do bilionário Neil Bluhm. Procurados, os responsáveis pelo fundo confirmam o contato, mas dizem que estão no início das conversas.

Neste momento, fontes próximas à operação dizem que o empresário precisa se capitalizar. Segundo essas fontes, o contrato assinado entre ele e Correa exige um desembolso importante ainda neste ano, caso contrário o negócio pode ser cancelado. É por isso que ele foi atrás de fundos especializados em barganhas, como o Exxpon.

Mesmo se essa primeira fase der certo, haverá outros desafios. Um deles será modificar o plano diretor da cidade, que não permite edificações de mais de dois pavimentos na área do Hopi Hari.

Caso não consiga atrair investimentos, Abdalla diz que consegue vender os ativos e os terrenos, liquidar a dívida e sair com algum dinheiro. No ano passado, Luciano Correa recusou duas propostas de compra, uma delas de Cesar Federmann, dono de 7 milhões de metros quadrados na área e do shopping Outlet Premium.

As informações são do Estadão


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