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25 janeiro, 2017

A arte urbana do Grafite

Recentemente, uma grande polêmica foi levantada em São Paulo por conta do programa Cidade Linda, que busca eliminar as pichações mas, no processo, acabou apagando lugares onde havia grandes painéis de Grafite, como na Avenida 23 de Maio, que possuía o maior mural a céu aberto da América Latina, com mais de 5 quilômetros de extensão, produzido há alguns anos por um grupo de 200 grafiteiros, contratados pela Prefeitura da época.
A ação colocou o Grafite em evidência e gerou uma grande discussão sobre a legitimidade do Grafite enquanto arte.
Embora se assemelhe a pinturas rupestres de homens das cavernas, com nome se originando no italiano (graffiti, plural de graffito, que significa escrita feita com carvão) e com exemplos no Império Romano, onde eram feitas manifestações artísticas em muros, o Grafite, como é conhecido hoje, surgiu entre o fim da década de 60 e início de 70, tanto com o movimento contracultural iniciado em 1968, quando Paris teve muros ganhando inscrições de caráter poético-político; e Nova Iorque, quando jovens começaram a deixar suas marcas, que logo evoluíram para desenhos mais elaborados, pelos muros da cidade.
Ligado a outros movimentos urbanos, como o Hip Hop, o Grafite sempre teve como grande característica ser uma expressão contra a opressão, uma contravenção cultural, uma forma de protesto que vem das ruas e dos menos favorecidos.
No Brasil, o movimento surgiu a partir de 1970, durante a Ditadura Militar, e também foi usado como forma de protesto contra a opressão. Mais tarde, a evolução do estilo colocou o Grafite brasileiro reconhecido como um dos melhores do mundo, com representantes como “Os Gêmeos” Gustavo e Otavio Pandolfo, que começaram na década de 80 e têm obras na Espanha, Inglaterra, Estados Unidos e Alemanha; Crânio, que inspirado por Salvador Dali e desenhos animados, desenvolveu um estilo único e divertido, com obras na França, em Barcelona, Amsterdã e Miami; Eduardo Kobra, paulistano responsável pela primeira pintura 3D no Brasil, na Praça do Patriarca, em São Paulo; entre muitos outros nomes que conquistaram fama internacional e respeito na comunidade artística. (conheça mais grafiteiros aqui).
Muitos grafiteiros admitem ter um passado como pichador, mas o Grafite realmente se diferencia da simples pichação, tanto pela técnica empregada, quanto pelo reconhecimento artístico conferido às obras. Atualmente, algumas cidades investem em projetos sociais com Grafite, com alunos certificados no Rio de Janeiro e o projeto Grafitran, desenvolvido pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que incentiva grafiteiros de oito grandes cidades brasileiras a divulgar mensagens favoráveis à humanização do trânsito, em painéis próximos às rodovias e ruas movimentadas.
Fontes:

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