Kassab, Serra e Alexandre de Moraes gastaram mais de 8 milhões e 300 mil em voos não justificados - Itupeva Agora

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07 novembro, 2016

Kassab, Serra e Alexandre de Moraes gastaram mais de 8 milhões e 300 mil em voos não justificados


O Estado de São Paulo publicou hoje uma matéria falando sobre o uso irregular de voos da FAB – Força Aérea Brasileira feito por ministros do governo. Segundo a publicação, desde maio, quando Michel Temer assumiu a presidência, até novembro, foram realizadas 781 viagens e cerca de 1/3 delas podem ter descumprido lei e Decreto 8.432, assinado pela então presidente Dilma Rousseff em abril de 20015, que restringe o uso de aeronaves pelos ministros e os proíbe de viajar de FAB para suas residências.
Conforme o levantamento do Estadão, os ministros Alexandre de Moraes, da Justiça; José Serra, das Relações Exteriores; e Gilberto Kassab, da Ciência e Tecnologia, foram os que mais utilizaram aviões da FAB para viajar à cidade de residência sem divulgarem agendas com justificativa para os voos.
O presidente da Comissão de Ética da Presidência da República, Mauro Menezes, admitiu que os números podem significar um “descumprimento oblíquo da norma e que, se de fato, a autoridade estiver utilizando como prática agendas para passar o fim de semana em casa, isso pode, sim, ser avaliado como um desvio, já que está vetado o uso do avião da FAB para esses deslocamentos. Se houver uma denúncia, nós investigamos e podemos punir”, afirmou.
A publicação cita ainda que apenas 3, dos 24 ministros, não deram margem para questionamentos da sua conduta em relação ao uso dos voos da FAB: o titular da Transparência (antiga CGU), Torquato Jardim; o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira; e o chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen.
O Estadão ainda traz, como referência, quanto custaria um voo de Brasília a São Paulo por uma empresa de táxi aéreo, com um modelo de aeronave semelhante aos da FAB: R$ 76 mil. Para Porto Alegre, o valor sobe para R$ 136 mil e para Salvador fica em R$ 146 mil.

Fonte: O Estado de São Paulo


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