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23 novembro, 2016

Homem cai em fonte termal e tem corpo dissolvido


O caso bizarro, que mais parece lenda urbana, aconteceu realmente no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, em junho, mas a imprensa só teve acesso ao relatório oficial recentemente.
De acordo com o relatório, Colin Nathaniel Scott invadiu uma área proibida do parque e se abaixou para testar a temperatura da água, mas acabou escorregando e caindo em uma fonte com temperaturas que passam dos 120 °C, além de possuir minerais que a tornam ácida. Ainda segundo o relatório, a irmã estava filmando Scott com o celular durante a queda (as imagens não foram liberadas pelas autoridades). Quando uma equipe de resgate chegou, não foi possível recuperar o corpo do rapaz, por conta de uma tempestade de raios que se formava no local. Segundo os laudos da investigação, no dia seguinte, porém, o ácido sulfúrico presente na água já havia dissolvido o corpo e nenhum vestígio dos restos mortais foi encontrado.


“Há um bloqueio no local para evitar que as pessoas façam isso e proteger os recursos (naturais) porque eles são muito frágeis” - explicou o subdiretor dos guardas florestais de Yellowstone, Lorant Veress. “Em pouco tempo acontece uma grande dissolução”, completou.
O Parque Nacional de Yellowstone é o mais antigo do mundo. Considerado um marco na história das áreas protegidas, está localizado nos Estados americanos de Wyoming, Montana e Idaho e é um dos parques mais visitados dos EUA. Ele fica sobre um supervulcão geologicamente ativo, com lava borbulhando sob a superfície e responsável por aquecer os gêiseres e a água das fontes termais que existem na região. Uma possível erupção desse vulcão poderia durar semanas, e teria efeitos catastróficos no clima mundial. As fontes que se encontram na Bacia de Norris, onde ocorreu o acidente, são as mais quentes do parque.
O Brasil conta com algumas fontes de águas termais, sendo as mais conhecidas em Goiás. Segundo o site Revista Turismo “A origem das águas de Caldas Novas remonta há 600 milhões de anos quando um vulcão, hoje extinto, ainda expelia lavas incandescentes, cinzas e gases. Esteve em atividade por milhares de anos até se extinguir completamente. Com o passar do tempo, a erosão provocada pelas fortes chuvas e pelo vento, foi corroendo as bordas da cratera até aterrá-la completamente. O calor e a grande pressão interna dos gases acumulados abriram rachaduras na base da montanha e por elas eram expelidos vapor d'água formando "geisers". Com a diminuição da atividade vulcânica e da pressão dos gases internos, os jatos de vapor também diminuíram e finalmente passaram apenas a jorrar água quente pelas trincas nas rochas em três locais distintos, distantes alguns quilômetros uns dos outros: Caldas Velhas, Pirapitinga e Caldas Novas. Somente em 1722 é que estas águas quentes foram descobertas. Quem as encontrou foi o sertanista Bartolomeu Bueno da Silva, filho do bandeirante Anhanguera, que procurava ouro e pedras preciosas. Não encontrou os tesouros desejados mas descobriu as fontes termais de maior vazão em todo o mundo! Hoje, a cratera do vulcão é a Serra de Caldas; Caldas Velhas formam as fontes do município do Rio Quente, compreendendo o complexo turístico da Pousada do Rio Quente; Pirapitinga é onde se encontra a Lagoa Quente e Caldas Novas deu nome à cidade”.

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