Campinas e Americana devem atrasar o 13º salário - Itupeva Agora

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23 novembro, 2016

Campinas e Americana devem atrasar o 13º salário


O jornal Correio Popular destacou, em matéria publicada nessa terça-feira, 22, que em Campinas o pagamento do 13º salário é incerto: “’O fluxo de caixa presente é para agora. É para os pagamentos de final de ano. E, nesse caso a dificuldade aumenta, e muito, devido à queda na arrecadação. Isso se acumula’, declarou o prefeito (de Campinas, Jonas Donizette). ‘Qual seria uma alternativa, que eu estou relutando muito? A Secretaria de Finanças me apresentou um pacote de vários aumentos de impostos, mas eu recusei. Não dá para a gente aumentar imposto. A vida está difícil para todo mundo, não só para a Prefeitura. Por isso, não pretendemos aumentar impostos agora’. Ainda segundo Jonas, 80% dos municípios do Brasil passam por aperto financeiro”.

Em Americana, o prefeito Omar Najar admitiu, na semana passada, a possibilidade de que a prefeitura não seja capaz de quitar o 13º salário ainda esse ano. O salário mensal dos servidores vem sendo parcelado no município e, esse mês, a promessa era que os salários fossem regularizados até o dia 23.

Em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, a prefeitura ainda não havia definido data para pagamento do 13º salário, embora alegasse haver fundos para isso. No município, segundo informou o Campo Grande News, o vale-alimentação dos servidores também chegou a atrasar esse mês.
Além de cidades, como Campinas e Americana, vários estados já declararam dificuldades para realizar o pagamento do 13º salário: Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que decretaram Calamidade Financeira e pediram ajuda à União, além de anunciar pacotes com medidas de austeridade. No RS, cerca de 315 mil servidores podem não receber o benefício se não houver auxílio do Governo Federal, segundo o Bom Dia Brasil.

Em Minas Gerais, que enfrenta uma das piores crises financeiras dos últimos 30 anos, os servidores ainda passam por parcelamento de salários e o estado tem dificuldades para pagar fornecedores.
O governo de Sergipe também já declarou que não tem condições para garantir o benefício e ofereceu, como opção, um empréstimo ao servidor junto ao banco do estado, se comprometendo a pagar juros desse empréstimo quando tiver os recursos.

No Rio Grande do Norte, o governo também não confirmou se o pagamento será realizado.
No Acre, mesmo com medidas anunciadas pelo governo para reduzir gastos, como a redução de 20% em salários e o corte de 545 cargos comissionados, o pagamento do 13º salário dos servidores estaduais também não está garantido.

O Distrito Federal anunciou também, no início desse mês, que o pagamento em dia do 13º dependeria da arrecadação até o final do ano.

E a crise financeira não afeta apenas o setor público. Em São Paulo, que conta com 42% das Micro e Pequenas Indústrias do país, segundo divulgou o Veja.com na última semana, mais de 53 mil delas podem não ser capazes de pagar o 13º salário dentro do prazo, de acordo com levantamento do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi). Ainda segundo o Simpi, as restrições no acesso ao crédito e a inadimplência dos clientes são os principais motivos.
O 13º salário é gratificação de Natal que foi instituída no Brasil pela Lei 4.090, de 13/07/1962, e garante ao trabalhador um benefício equivalente a 1/12 da remuneração por mês trabalhado.

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