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16 novembro, 2016

Anthony Garotinho é preso pela Polícia Federal


O ex-governador do Rio de Janeiro e atual secretário de Governo de Campos dos Goytacazes, Anthony Garotinho, foi preso na manhã dessa quarta-feira pela Polícia Federal, em seu apartamento, no Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro.

A prisão faz parte da Operação Chequinho, que investiga o crime eleitoral de compra de votos nas eleições municipais desse ano em Campos. Rosinha Garotinho, esposa de Anthony, é a atual prefeita da cidade e, tanto ela quanto o vice-prefeito, Dr. Chicão, que foi o candidato do PR para prefeito nessas últimas eleições, foram cassados e condenados à inelegibilidade no último dia 24 de outubro pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. O recurso ainda aguarda decisão do Tribunal Superior Eleitoral – TSE. O candidato eleito na cidade foi Rafael Diniz, do PPS, com 55,19% dos votos válidos.

Segundo a PF, a operação Chequinho prevê oito mandados de prisão temporária, outros oito busca e apreensão e um de condução coercitiva. Ainda não há detalhes sobre a prisão, mas, de acordo com a PF, durante o dia mais informações serão reveladas.

A defesa de Garotinho, que já foi governador do estado e chegou a concorrer à presidência em 2002, afirmou que a prisão preventiva é ilegal.


Saiba mais sobre a Operação Chequinho
(Fonte reprodução G1)

A Operação "Chequinho" da Polícia Federal investiga um esquema de compra de votos em troca do benefício nas eleições deste ano em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Em setembro, a PF prendeu a secretária municipal de Desenvolvimento Humano e Social e a coordenadora do Programa Cheque Cidadão em Campos dos Goytacazes. Segundo as investigações, também foram presos eleitores, que tinham ligação com um vereador que foi detido no último dia 29 de agosto suspeito de aliciamento de eleitores para a compra de votos.

No dia 19 de outubro, dois vereadores foram presos em Campos. Miguel Ribeiro Machado, o Miguelito, de 51 anos, Ozéias Martins, de 47, foram presos em casa por suspeita de utilizar o programa Cheque Cidadão para a compra de votos. Ele foi levado para o Presídio Carlos Tinoco da Fonseca até o dia 26 de outubro, quando foi liberado, após cumprir a prisão temporária. O vereador Ozéias Martins foi liberado no dia 29 de outubro.

No dia 26 de outubro, o vereador Kellenson "Kellinho" Ayres Figueiredo de Souza (PR), de 55 anos, foi preso em uma nova fase da operação de combate a crimes eleitorais. Na ocasião, também foram presos chefes de postos de saúde na cidade. Kellinho conseguiu uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral e foi solto do Presídio Carlos Tinoco da Fonseca no dia 4 de novembro.

Além disso, Gisele Kock, coordenadora do Cheque Cidadão na cidade, também está entre as que tiveram a prisão preventiva cumprida no dia 26 de outubro. Ela deixou presídio feminino Nilza da Silva Santos no início da tarde de 3 de novembro após conseguir habeas corpus. No dia 29, a Polícia Federal prendeu Thiago Virgílio (PTC), vereador de Campos. O parlamentar foi preso em casa e levado para a sede da PF em Campos. Segundo a Polícia Federal, ele é suspeito de envolvimento com o esquema de compra de votos nas Eleições 2016 e vinha sendo investigado na Operação Chequinho.
Thiago foi solto do Presídio Carlos Tinoco da Fonseca no dia 3 de outubro, após o término da prisão preventiva. O parlamentar havia sido afastado pela Justiça Eleitoral das atividades na Câmara e ficou proibido de acessar e frequentar as dependências da Casa e da Prefeitura, e de manter contato com os beneficiários do Cheque Cidadão e com testemunhas do processo. No dia 31 de outubro, a vereadora eleita Linda Mara (PTC) e a ex-secretária municipal de Desenvolvimento Humano e Social, Ana Alice Ribeiro Lopes Alvarenga, foram presas pela Polícia Federal em um hotel de Copacana, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Uma terceira mulher, que é radialista de Campos, também foi presa. Linda Mara foi liberada após cumprir cinco dias de prisão temporária no Presídio Feminino Nilza da Silva Santos. Ana Alice deixou o presídio após conseguir habeas corpus no dia 3 de outubro. As três estavam foragidas por suspeita de envolvimento na Operação Chequinho.

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